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Mostrando postagens de dezembro 27, 2008

A Baía de Todos os Santos como moldura

Com direito a um jardim de esculturas de frente para a Baía de Todos os Santos, o 15º Salão da Bahia inaugura seu panorama anual da arte, apresentando 40 artistas de dez Estados. O Salão, que acontece no histórico Solar do Unhão, sede do MAM-Bahia desde 1966, oferece neste ano R$ 223 mil em prêmios, a maior premiação de sua história. Os vencedores do Prêmio Aquisição terão seus trabalhos incorporados ao acervo do museu, atualmente com 1.133 obras que acabam de ser inventariadas e catalogadas em livro recém-lançado pelo Banco Safra. O Salão deste ano conta ainda com a reinauguração de seu Parque de Esculturas restaurado e reconfigurado. A coleção de esculturas modernistas e contemporâneas desse museu a céu aberto conta com obras de Tunga, Rubem Valentim, Mestre Didi, Cildo Meireles, entre outros, e recebe a nova escultura da portuguesa Gabriela Albergaria, primeira artista internacional convidada a fazer uma residência artística no museu. A obra, uma estrutura de vidro no chão que permi...

É permitido brincar

“Não toque em nada!”, “cuidado”. É isso que as crianças costumam ouvir dos pais nas exposições. O mesmo acontece com adultos quando as advertências vêm de seguranças. Felizmente, Arte para crianças, no CCBB, recupera a tradição da “arte participativa” dos anos 60 e reúne obras que foram criadas para interagir com o público. Há 16 artistas brasileiros e estrangeiros que comprovam que a arte contemporânea é, sim, acessível. Inclusive para crianças. Em Onochord, Yoko Ono pede a visitantes que enviem sinais de luz que significam “Eu te amo”. Já o carioca Ernesto Neto seduz o público a entrar em um ambiente “uterino”, em Uni Verso Bebê II Lab (foto), mais uma de suas instalações imersivas construída com tecido e espuma. Mais que interagir, há obras que convidam à invenção. Em De corte e dobra, de Amílcar de Castro, esculturas podem ser remontadas. Depois de Brasília, a exposição segue para o Sesc Pompéia, em São Paulo. Disponível em : http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2042/artigo119682-...

Nova York de Pollock revisitada pela crítica

Em New Art City, Jed Perl conta como a cidade virou capital da arte nos anos 1950 Antonio Gonçalves Filho Recentemente o crítico de arte norte-americano Jed Perl, do jornal The New Republic, publicou um ensaio polêmico sobre arte contemporânea, argumentando que o mercado enlouqueceu ao superestimar nomes como Damien Hirst, Jeff Koons e Murakami. Perl acha que o mundo da arte deve olhar para o passado e acertar o passo com a história, revalorizando o papel que pintores como Watteau, no século 18, ou Willem de Kooning, na segunda metade do século 20, tiveram como verdadeiros pioneiros. Perl tem seu mais ambicioso livro, New Art City - Nova York, Capital da Arte Moderna, lançado no Brasil pela Companhia das Letras (tradução de Vera Pereira e Pedro Maia Soares). Ele trata de artistas como De Kooning, Jackson Pollock e Hans Hofmann, que, em meados do século passado, assumiram a missão de transformar Nova York na ca...

A recessão atinge o mercado de artes?

Dezembro/2008 A recessão atinge o mercado de artes? A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Compradores estão mais cautelosos e os valores "hypados" tendem a ser revistos Por Elisa Tozzi A crise econômica mundial começa a atingir uma área que parecia blindada às recessões: o lucrativo mercado de artes. A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Em novembro, o leilão Arte Contemporânea e do Pós-guerra, teve lucros abaixo das expectativas. Arrecadou R$ 258,6 milhões em vez dos R$ 516,7 milhões esperados. Além disso, a obra Study For Self Portrait , do artista anglo-irlandês Francis Bacon (1919-1992) não foi vendida por falta de compradores. Nenhum dos presentes pôde desembolsar R$ 91 milhões, lance mínimo da pintura. Outra obra de Bacon, Portrait of Henrietta de Moraes , leiloada em outubro pela casa Soth...

Namorada prendada transforma marmita em desenho animado

Personagens de 'Wall.E' e 'A viagem de Chihiro' viram comida. Tradicional no Japão, hobby é conhecido como 'kyaraben'. Diego Assis Do G1, em São Paulo A animação da Pixar 'Wall.E' virou marmita (bento) nas mãos da prendada namorada e dona do blog Anna The Red (Foto: Divulgação) Todo dia ela faz tudo sempre igual. Acorda às 6h da manhã e, como já é tradição no país de onde vem, começa a preparar a comida que o namorado levará para o almoço. A bóia pode ser fria, mas, por outro lado, vem literalmente animada. Anna The Red, a namorada prendada em questão, é japonesa, mora em Nova York desde 1994 e é uma das adeptas do hobby conhecido como "kyaraben". Kyara, de "character" (personagem, em ...

Entre mares

Livia Flores mostra seu "cinema sem filme" e Sandra Cinto fala de ética e política, em duas exposições individuais no Rio de Janeiro por Paula Alzugaray MAR ES DO SUL Para Sandra Cinto, o oceano brasileiro não é festivo. É representado por cores sóbrias Livia Flores – Sandra Cinto/ Galeria Progetti, RJ/ até 21/2 CINEMA SOBRE TELA Lívia Flores trabalha com padrões cinéticos Depois de inaugurar a Galeria Progetti com uma exposição do artista grego Jannis Kounellis, a galerista italiana Paola Colacurcio se aventura pelos mares do sul, apresentando individuais de duas artistas brasileiras: a carioca Livia Flores e a paulista Sandra Cinto. As duas criaram trabalhos especialmente para a galeria, situada no centro histórico do Rio de Janeiro. Livia, que surgiu no contexto das artes visuais...