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sábado, 27 de dezembro de 2008

A recessão atinge o mercado de artes?

Artes Plásticas

Dezembro/2008

A recessão atinge o mercado de artes?

A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Compradores estão mais cautelosos e os valores "hypados" tendem a ser revistos

Por Elisa Tozzi

A crise econômica mundial começa a atingir uma área que parecia blindada às recessões: o lucrativo mercado de artes. A Christie's, importante casa de leilões, tem sentido os efeitos da desaceleração. Em novembro, o leilão Arte Contemporânea e do Pós-guerra, teve lucros abaixo das expectativas. Arrecadou R$ 258,6 milhões em vez dos R$ 516,7 milhões esperados. Além disso, a obra Study For Self Portrait, do artista anglo-irlandês Francis Bacon (1919-1992) não foi vendida por falta de compradores. Nenhum dos presentes pôde desembolsar R$ 91 milhões, lance mínimo da pintura. Outra obra de Bacon, Portrait of Henrietta de Moraes, leiloada em outubro pela casa Sotheby's, de Londres, também não foi arrematada. A pintura tinha valor estimado entre R$ 20 e R$ 27,4 milhões.

Para Thomas Cohn, proprietário da galeria paulistana que leva seu nome, o esfriamento das vendas acontece devido à cautela dos compradores: "O colecionador de arte é uma pessoa com dinheiro, que fez investimentos de risco e lucrou nos últimos cinco anos. Agora, parte desses lucros se perdeu. Seu instinto é defensivo: parar para medir o prejuízo e depois retomar a vida".

Raquel Arnaud, diretora da galeria homônima, endossa a opinião. "Os colecionadores estão mais precavidos. Não é a primeira vez que enfrentamos uma crise econômica. Todo mundo leva um susto, mas aos poucos as vendas se normalizam", diz.

A recessão, no entanto, não tem apenas aspectos negativos. O diretor da galeria Fortes Vilaça, Alexandre Gabriel, ressalta que os preços são mais realistas nos períodos de crise. "Os critérios para a valorização passam a ser mais rigorosos. O 'hype' dá lugar a uma perspectiva histórica, a uma consideração mais cuidadosa do conteúdo da obra. Isto favorece a qualidade em detrimento da badalação".


Disponível em : http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/assunto/assuntos_410738.shtml

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