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terça-feira, 6 de março de 2012

V SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ARTE E CULTURA VISUAL

Geopolítica, arte e cultura visual
Goiânia, GO
4 a 6 de junho de 2012


Uma série de práticas visuais – sempre entrelaçadas com outras culturas e processos – são propostas para o desenvolvimento, implantação e resistência de geopolíticas. Essas diversas culturas geopolíticas produzem e difundem maneiras de ver o mundo, que são continuamente re-eleitas e adaptadas às novas circunstâncias geopolíticas.
“Cultura visual e geopolítica” à primeira vista pode parecer uma relação estranha. No entanto, ao refletirmos sobre como chegamos a conhecer os acontecimentos mundiais, ou a natureza global e a política dos principais produtores de imagem do nosso tempo, a percepção da geopolítica e da cultura visual como áreas afins torna-se cada vez mais evidente. Assim, é possível pensar em visualidades decorrentes de, e ajudando a produzir, lugares e tempos diferentes.
O V Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual pretende reunir pesquisadores, estudantes de doutorado e mestrado, para juntamente com os conferencistas convidados debaterem o tema “Geopolítica, arte e cultura visual”. Inicialmente com abrangência apenas local e regional, o evento, organizado anualmente desde 2000 pelo programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás, tornou-se nacional em 2008.
Na edição de 2011 o seminário reuniu cerca de 200 participantes, entre convidados, ouvintes e debatedores, que apresentaram trabalhos em duas modalidades: comunicação oral e narrativas visuais.
O Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual constitui-se em um espaço interdisciplinar para discussões de questões relacionadas às Artes e à Cultura Visual, com foco, principalmente, nas investigações sobre as manifestações de sentido que articulem cultura e visualidades. O evento tem se consolidado como referência na área de Artes, ao reunir anualmente pesquisadores do Centro-Oeste e de outras regiões do país e da América do Sul, contribuindo, dessa forma, para o fortalecimento do campo da Arte e da Cultura Visual na América Latina.

Maiores informações sobre submissão de trabalhos, inscrição e programação neste link!




Por Idália Lins


quinta-feira, 1 de março de 2012

Artista cria caixões em forma de peixes, aves e aviões

Cada unidade custa a partir de R$ 17.600

Da redação

Paa Joe, de 65 anos, é um dos carpinteiros mais famosos do mundo e está

chamando a atenção dos ingleses com suas novas criações: caixões que são

verdadeiras esculturas, em forma de peixes, aves e até aviões.

Os caixões são feitos em Gana e seguem a tradição de algumas tribos da África do Sul,

que valorizam os caixões como um símbolo de status e de uma maneira espiritual

de se lembrar do falecido, do seu trabalho ou da sua personalidade.

Cada criação de Joe custa a partir £6,500 (equivalente a R$ 17.600) e é feita de

madeira e depois pintada.


Divulgação

Divulgação

   Divulgação

Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?


Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna

Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. "No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade", diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, "os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos."

Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. "Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas", diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: "A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos." Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress (veja quadro abaixo), trazendo prejuízos futuros para as crianças.

"A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente", explica Cypel. "Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a." Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.


No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.

Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. "Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras", diz..

Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. "Eles acham que o comportamento das crianças é normal", diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.

"Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?", afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. "Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte", afirma. "Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir", diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.

Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. "Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente", disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.

Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.
Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades. (Veja a lista de sintomas). "Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês", afirma Gattás.

Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão. (Veja como evitar o stress infantil.)

Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.

“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.

Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens


As 'mães tigres' estão certas?

Com criação autoritária, crianças orientais não têm a oportunidade de errar

As filhas de Amy Chua, professora de Direito da Universidade de Yale e descendente de chineses, não podem dormir na casa das amigas ou ter um namorado. Elas também estão proibidas de assistir televisão ou de jogar videogame e sabem que vão receber castigos pesados se tirarem uma nota menor que 10 — a mãe abre uma generosa exceção para ginástica e atuação. Foi isso que escreveu Amy em um controverso artigo intitulado Por que as Mães Chinesas São Superiores publicado no início do ano passado na edição online do Wall Street Journal.

Amy é conhecida como o que se convencionou chamar de 'mães tigres', defensoras de um modelo de criação autoritário e punitivo. Depois do lançamento do livro Battle Hymn of the Tiger Mother (O Hino de Guerra da Mãe Tigre, ainda sem edição em português), Amy participou de programas de TV nos Estados Unidos e foi capa da revista Time, onde defendeu seu modo de criar os filhos.

No livro, ela mostra que o perfeccionismo é regra. Incentivar resultados medíocres e se preocupar com a autoestima dos filhos são comportamentos totalmente fora do padrão de criação linha dura que ela considera ideal. Ela não hesita em chamar sua filha mais velha de "lixo". Amy obriga suas filhas a aprender piano ou violino. Certa vez, ela forçou a filha mais nova, de sete anos, a tocar piano sem intervalos para tomar água ou ir ao banheiro até que ela aprendesse a tocar determinada música.

A crença de que é preciso exigir muito para atingir o máximo do potencial costuma ser mais comum em culturas orientais, mas também pode acontecer entre jamaicanos, irlandeses ou americanos, segundo Amy. A única exigência para se encaixar no perfil de mãe tigre é ser exigente.

Pesquisas já mostraram que estudantes asiáticos que cursam o ensino médio passam mais tempo estudando e fazendo lições de casa do que os jovens de outras culturas. Toda essa cobrança, no entanto, pode apresentar resultados trágicos. A China está entre os dez países com as maiores taxas de suicídio do mundo, com 22 mortes por 100.000 pessoas. Lá, uma pessoa tenta tirar a própria vida a cada dois minutos, segundo dados do governo chinês.

Desiree Baolian Qin, que também é chinesa e professora do Departamento de Estudos do Desenvolvimento Humano e Familiar, da Universidade Estadual do Michigan, realizou um estudo mostrando que as crianças chinesas também precisam ser felizes. A pesquisa, publicada em janeiro deste ano no Journal of Adolescence, foi realizada com 487 estudantes.

Os resultados mostraram que os chineses tinham mais problemas com os pais com assuntos relacionados aos estudos do que os outros. Além disso, os estudantes chineses eram mais depressivos, ansiosos e apresentaram maior taxa de baixa autoestima do que os estudantes ocidentais. Bom para os estudos, o modelo autoritário não é benéfico para a saúde mental das crianças.

Por: Natalia Cuminale / Site Veja.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A vovó na janela

Texto de Claudio de Moura Castro (VEJA)


Em uma pesquisa internacional sobre aprendizado de leitura, os resultados da Coréia pareciam errados, pois eram excessivamente elevados. Despachou-se um emissário para visitar o país e checar a aplicação. Era isso mesmo. Mas, visitando uma escola, ele viu várias mulheres do lado de fora das janelas, espiando para dentro das salas de aula. Eram as avós dos alunos, vigiando os netos, para ver se estavam prestando atenção nas aulas.

A obsessão nacional que leva as avós às janelas é a principal razão para os bons resultados da educação em países com etnias chinesas. A qualidade do ensino é um fator de êxito, mas, antes de tudo, é uma conseqüência da importância fatal atribuída pelos orientais à educação.

Foi feito um estudo sobre níveis de stress de alunos, comparando americanos com japoneses. Verificou-se que os americanos com notas muito altas eram mais tensos, pois não são bem-vistos pelos colegas de escolas públicas. Já os estressados no Japão eram os estudantes com notas baixas, pela condenação dos pais e da sociedade.

Pesquisadores americanos foram observar o funcionamento das casas de imigrantes orientais. Verificou-se que os pais, ao voltar para casa, passam a comandar as operações escolares. A mesa da sala transforma-se em área de estudo, à qual todos se sentam, sob seu controle estrito. Os que sabem inglês tentam ajudar os filhos. Os outros - e os analfabetos - apenas vigiam. Os pais não se permitem o luxo de outras atividades e abrem mão da TV. No Japão, é comum as mães estudarem as matérias dos filhos, para que possam ajudá-los em suas tarefas de casa.

Fala-se do milagre educacional coreano. Mas fala-se pouco do esforço das famílias. Lá, como no Japão, os cursinhos preparatórios começam quase tão cedo quanto a escola. Os alunos mal saem da aula e têm de mergulhar no cursinho. O que gastam as famílias pagando professores particulares e cursinhos é o mesmo que gasta o governo para operar todo o sistema escolar público.

Esses exemplos lançam algumas luzes sobre o sucesso dos países do Leste Asiático em matéria de educação. Mostram que tudo começa com o desvelo da família e com sua crença inabalável de que a educação é o segredo do sucesso. Países como Coréia, Cingapura e Taiwan não gastam muito mais do que nós em educação. A diferença está no empenho da família, que turbina o esforço dos filhos e força o governo a fazer sua parte.

É curioso notar que os nipo-brasileiros são 0,5% da população de São Paulo. Mas ocupam 15% das vagas da USP. Não obstante, seus antepassados vieram para o Brasil praticamente analfabetos.

Muitos pais brasileiros de classe média achincalham nossa educação. Mas seu esforço e sacrifício pessoal tendem a ser ínfimos. Quantos deixam de ver TV para assegurar-se de que seus pimpolhos estão estudando? Quantos conversam freqüentemente com os filhos? As pesquisas mostram que tais gestos têm impacto enorme sobre o desempenho dos filhos. Se a família é a primeira linha de educação e apoio à escola, que lições estamos dando às famílias mais pobres?

O Ministério da Saúde da União Soviética reclamava contra o Ministério da Educação, pois julgava que o excesso de horas de estudo depois da escola e nos fins de semana estava comprometendo a saúde da juventude. Exatamente a mesma queixa foi feita na Suíça.

No Brasil, uma pesquisa recente em escolas particulares de bom nível mostrou que os alunos do último ano do ensino médio disseram dedicar apenas uma hora por dia aos estudos - além das aulas. Outra pesquisa indicou que os jovens assistem diariamente a quatro horas de TV. Esses são os alunos que dizem estar se preparando para vestibulares impossíveis.

Cada sociedade tem a educação que quer. A nossa é péssima, antes de tudo, porque aceitamos passivamente que assim seja, além de não fazer nossa parte em casa. Não podemos culpar as famílias pobres, mas e a indiferença da classe média? Está em boa hora para um exame de consciência. Estado, escola e professores têm sua dose de culpa. Mas não são os únicos merecendo puxões de orelha.



Por Idália Lins

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO (PARTE 1)


Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU&feature=PlayList&p=E2ABADA...

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO
Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.

(Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. As partes seguintes estão ao final deste texto.)

Produtora: Maria Farinha Produções
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti

Sinopse: "Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?" Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Instituto Alana: http://www.alana.org.br/

Vídeos do 2° Fórum Internacional Criança e Consumo realizado em 2008:http://www.forumcec.org.br/

Baixe este documentário em alta qualidade de imagem:
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pastores pentecostais tocam fogo em templos indígenas no Brasil. “Urucum é bosta do diabo”


Ras Adauto da ppaberlim, nos alertou sobre a grave situação em que vivem os Guaranis no Mato-Grosso do Sul: “A luta dos índios guaranis no Mato Grosso do Sul para preservarem suas tradições religiosas necesssita de intervenção do governo federal, suas práticas religiosas estão sendo acintosamente satanizadas pelas seitas pentecostais.”

O 25 mil índios que ainda restam na região em que eles foram donos, estão sendo vítimas no momento de um massacre e genocídio cultural. 36 igrejas pentecostais concorrem entre si pelas almas indígenas, somente em uma reserva com 12 mil indios em Dourados.

Os indígenas já não podem nem mais usar urucum, pois segundo os pastores das igrejas, a tinta usada pelos indígenas para cobrir seus corpos, é “bosta” do diabo.

Reportagem de Fábio Pannunzio para a Rede Bandeirantes de Televisão.

(Erinaldo Alves)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MEC quer ensino médio menos técnico e mais prático


De acordo com o relator das diretrizes curriculares para o ensino médio, a metodologia praticada não dá conta dos interesses da juventude
Publicado em 01/02/2012, 18:10
Última atualização às 19:21

São Paulo – O Ministério da Educação publicou na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial da União as diretrizes curriculares para o ensino médio de todo o país. De acordo com o relator do texto e membro do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima, a iniciativa visa a propor um ensino "menos técnico e mais prático e humano".

“Essas diretrizes estão substituindo as diretrizes de 1998. Aprovamos o texto em maio de 2011 e ele foi homologado em janeiro de 2012. Desde 1998, muita coisa mudou, muita coisa evoluiu. Por exemplo, o número de alunos no ensino médio quase dobrou nesses 14 anos. Apareceram novas avaliações”, explica o relator.
Uma dessas novas avaliações, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surgiu em 1998 e já é utilizado como critério de seleção por 500 universidades federais e estaduais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). José Fernandes negou que as alterações nas diretrizes foram elaboradas pensando em similaridade com a metodologia praticada pelo Enem. No entanto, assumiu que esse processo se dará espontaneamente no futuro.
“As diretrizes que nós escrevemos estão dizendo que precisamos fugir daquele ensino de 'decoreba'. Tem de ensinar os textos, os conteúdos mais voltados para a vida, para a prática. Nesse caso, quando as pessoas começarem a praticar mais as diretrizes vai haver uma natural aproximação com o Enem”, teorizou o conselheiro.
Essa mudança de filosofia para os estudantes do ensino médio fica evidente quando o relator inclui nas diretrizes que o ensino deve ser norteado pelo “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”, diz a resolução no Diário Oficial.

Preparando para a vida...

“Entendemos que o ensino médio tem um espaço muito grande ainda para melhorar. O que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude”, ressalta o conselheiro do CNE. José Fernandes defende que “o ensino médio não é apenas para preparar para o vestibular e para o mercado de trabalho, ele tem de preparar para a vida também.”
Baseando-se na formação integral do estudante, a iniciativa ainda prega que o aprendizado deve basear-se na “educação em direitos humanos como princípio nacional norteador”, e a sustentabilidade ambiental como meta universal. Para o relator, o ensino médio que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude, por isso, a necessidade de mudança.

Matérias

Apesar das alterações recomendadas, as matérias tradicionais também foram mencionadas nas diretrizes. Divididas por áreas de conhecimento, as velhas conhecidas dos alunos deverão seguir a seguinte orientação: de linguagens constam as aulas de língua portuguesa, língua materna (para populações indígenas), língua estrangeira moderna, arte e educação física. O ensino da língua espanhola também é colocado como obrigatório pelas instituições de ensino.
Matemática é a segunda área de conhecimento. A terceira é ciências da natureza, subdivididas em biologia, física e química, e as ciências humanas, que incluem as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

(Erinaldo Alves)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Seminário O Patrimônio e Suas Relações com a Memória, a Cidade e a Arte.




A comissão organizadora do Seminário O Patrimônio e Suas Relações com a Memória, a Cidade e a Arte torna público o procedimento de inscrição de participação no evento e inscrição para apresentação de trabalhos.


1. DAS INSCRIÇÕES:
A inscrição só será efetivada mediante o preenchimento correto de todas as informações.
1.1. Do período e do local
As inscrições estarão abertas no período de 02 de fevereiro a 12 de fevereiro de 2012 e deverão ser efetivadas através do preenchimento do formulário de inscrição on-line no site do evento www.uece.br/eventos/seminariopatrimonio

1.2. Da confirmação das inscrições
a) O comprovante de pagamento da inscrição deverá ser enviado devidamente pago para o e-mail: pchistoriaemmovimento@gmail.com
b) O inscrito receberá a confirmação da sua inscrição através de e-mail.

1.3. Do pagamento
O inscrito deverá efetuar o pagamento nominal para
EMILU DE SOUSA LOBO
BANCO BRADESCO
AG: 0452-9
CC: 0415339-1

1.4. Período de inscrições com trabalho:
02/02/2012 a 08/02/2012

1.5. Período de inscrições sem trabalho:
02/02/2012 a 12/02/2012

1.6. Dos valores
Inscrições com trabalho:
R$ 10,00 + 01 quilo de alimento não perecível.(O alimento deverá ser entregue no momento do credenciamento).

Inscrições sem trabalho:
R$ 5,00 + 01 quilo de alimento não perecível.(O alimento deverá ser entregue no momento do credenciamento).

2. NORMAS PARA INSCRIÇÃO DE TRABALHOS:


2.1. Somente será aceito um trabalho por autor (máximo de dois co-autores), sendo este obrigatoriamente o apresentador.
2.2. Todos os autores (apresentadores) deverão efetivar sua inscrição.
2.3. Os certificados de apresentação de trabalho serão emitidos somente para apresentadores.

3. NORMAS PARA ELABORAÇÃO DO RESUMO:


3.1. RESUMO contendo 700 (mínimo) a 1.500 (máximo) caracteres (sem espaço);
3.2. Texto escrito em fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento simples, justificado, margens 2,5cm salvo em documento para Word 97-2003;
3.3. Título centralizado e em caixa alta;
3.4. Duas linhas abaixo, à direita, devem constar os nomes dos autores, titulação, e-mail e sigla de suas respectivas filiações institucionais;
3.5. Palavras-chaves entre 3 e 4;
3.6. O resumo terá que estar vinculado a um ST. Os ST’s constituem-se em espaços para os (as) alunos (as) e seus orientadores (as) mostrarem resultados de suas pesquisas (concluídas ou em andamento), e de suas atividades de extensão. Desse modo, os resumos devem apresentar a natureza do trabalho, evidenciar o tema, a problemática, os objetivos, o recorte teórico, a metodologia e os resultados obtidos.

3.7. SIMPÓSIOS TEMÁTICOS (ST’s):


ST-1: Arqueologia, Patrimônio e Diversidade;
ST-2: Patrimônio Cultural Imaterial: Festas, Imagens, Música e Literatura;
ST-3: Patrimônio, Memória e Políticas Culturais.

4. DA SELEÇÃO DOS TRABALHOS:


4.1. A seleção dos trabalhos será realizada pelo Coordenador do Simpósio Temático;
4.2. Os trabalhos deverão estar vinculados a um Simpósio Temático (ST);
4.3. O (a) autor (a) deverá indicar no Formulário de Inscrição de Trabalho o ST (segmento) ao qual o mesmo será submetido;
4.4. Será critério para a aprovação dos trabalhos aquele que estiver de acordo com as indicações do item 3.

5. DOS ANAIS:


5.1. Os resumos aprovados serão incluídos integralmente nos Anais do Seminário O Patrimônio e Suas Relações com a Memória, a Cidade e a Arte.

6. INSCRIÇÕES NOS MINI-CURSOS :

6.1. Os inscritos poderão optar por inscrever-se em um ou dois mini-cursos ou ainda não inscrever-se em nenhum deles .

Programação:

Participantes das Mesas Redondas:
  1. Patrimônio Imaterial e Memória Coletiva na Formação da Identidade Cearense – Gilberto Ramos (UFC), Gisafran Jucá (UECE) e João Paulo Vieira (Museu do Ceará).
  2. Cultura Popular, Manifestações e o Patrimônio Artístico ContemporâneoAriane de Jesus, Weaver Lima (Coletivo Monstra) e Aterlane Martins (IFCE).
  3. Vivências em Instituições de Patrimônio – Adson Pinheiro (IPHAN), Felipe Barreira (Secultfor) e Márcio Porto (Arquivo Público do Ceará).
  4. Construções e Desconstruções da Cidade: (Re)definindo o Patrimônio Urbano – Antonio Luiz (UFC); José Clewton do Nascimento (UFRN) e Christian (UFC).
Postado por: Flávia Pedrosa Vasconcelos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Revista Invisibilidades #2

Recebido do Prof. Ricardo Reis e divulgando a pedido:

É com grande prazer que vos comunico que o n.º 2 da nossa revista já está publicado!
Pode ser consultado e descarregado deste endereço: http://issuu.com/INVISIBILIDADES/docs/invisibilidades_02/1
Agradeço o incansável trabalho da Reyes Gonzales Vida que coordenou este número e o paciente trabalho de paginação e design do LabACM da Escola Superior de Educação de Beja, na pessoa da Ana Velhinho.
Agradeço igualmente a tod*s quantos contribuíram para que fosse possível a publicação de mais este número.

Agradeço que divulguem a revista por todos os meios possíveis.

InSEA 2012 European Regional Conference

The InSEA (International Society for Education through Art) and the CySEA (Cyprus Society for Education through Arts) in collaboration with Frederick University and the European Parliament Office in Cyprus invite educational researchers to participate in and to submit proposals for InSEA 2012 European Regional Conference that will be held in Lemesos (Limassol), Cyprus.

The major theme of the conference is Arts Education at the Crossroad of Cultures.
Inscrições em: http://www.insea2012.org/

Postado por: Flávia Pedrosa Vasconcelos

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