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sábado, 3 de dezembro de 2011

Mostra Itinerante da Bienal de Curitiba em Macapá

No dia 29 de Novembro de 2011, com o objetivo de democratizar no acesso do público à arte contemporânea e num futuro intercambio de experiências na produção artística por todo o país, o Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá – UNIFAP e a Bienal de Curitiba, exibiram das 15h às 17h, no Auditório da Biblioteca Central a Mostra Itinerante de Filmes de Arte da 6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba.

A seleção em vídeo contou com uma amostra dentre obras escolhidas pelos curadores para os espaços expositivos da Bienal. Segundo o diretor geral da bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira, Macapá foi a única capital da região norte a acolher o evento, que também passou por outras cidades como Florianópolis, Fortaleza e Brasília.

FILMES EXIBIDOS NA MOSTRA

Matinee (2009, 20'46")
Criação / Pro
dução / Direção: Liliana Porter
Co-Direção: Ana Tis
cornia
Música composta e exe
cutada por: Sylvia Meyer
Videografia e edição: Thomas Moore
Cortesia da artista e Galeria Ruth Ben
zacar, Buenos Aires

“Matinee / Matiné” está estruturado em uma série de fragmentos, alguns muito breves. Os personagens, como em obras anteriores, são toda uma sorte de objetos inanimados, estatuetas e enfeites. A obra faz alusão a eventos e personagens que estão de alguma forma presentes na memória coletiva. São fatos descontextualizados que, ao se apresentarem fora de qualquer narrativa ou argumento preciso, abrem ao espectador a possibilidade de uma relação talvez mais subjetiva com as situações apresentadas. Na sucessão de imagens convergem e convivem sentimentos opostos (comédia e tragédia, o familiar e o estranho, o literal e o metafórico). A música, de Sylvia Meyer, é um componente essencial da obra porque completa o significado e o sentido das sequências.

Haciendo Mercado (2007, 3’19”)
Roteiro / Direção: Erika Meza e Javier López
Interpretação e tradução: Daniel González
Câmera e fotografia: Christian Núñez

O vídeo de Javier López e Erika Meza apresenta – em registro paródico – um indígena fazendo uma conferência em guarani, seguindo a retórica do discurso de Philip Kotler, o guru do marketing. A situação perturba a lógica da mensagem e coloca em evidência o atrito entre os mundos distintos.

Tatzu Rors - Deixa eu falar! (2011, 10'14")
Roteiro / Direção: Tatzu Rors
Câmera: Arnaldo Belotto
Edição: Paulo Faria

Atores: Arthur Tuoto, Orlando Anzoategui e Carlinhos Gonçalves

Tatzu Rors é o nome artístico de Tatzu Nishi, que usa vários pseudônimos como parte de sua obra. Desde os anos 90, o artista trabalha com grandes intervenções no espaço público, transformando monumentos e prédios em novos espaços, alterando sua percepção habitual. A obra "Deixa eu falar!" o artista criou especialmente para a Bienal de Curitiba, é uma interferência urbana no centro da capital paranaense, na qual expôs um porco assado em uma placa de trânsito, confrontando o "interno x externo", "privado x público".

Ali Kazma - Clockmaster (2006, 15'09")
Direção: Ali Kazma
Cortesia do artista e Galeria Nev, Istambul

Durante todo o vídeo, um relojoeiro experiente desmonta, limpa e remonta um complexo relógio. A abertura do vídeo dá ao espectador a sensação de um drama desconfortável. A desmontagem do relógio significa o desenrolar do tempo e da ordem, antecipando sentimentos de medo da morte e do caos. A remontagem do relógio restaura o senso de ordem no mundo do espectador e alivia sentimentos de confusão e o desconforto do medo. A habilidade técnica e a precisão do relojoeiro são captadas em cada close-up, revelando que cada engrenagem e parafuso são recolocados precisamente no exato lugar a que pertencem, dando ao espectador uma sensação de encerramento.


Gutierrez + Portefaix - City of Production (2008, 52')
Direção: Laurent Gutierrez e Valérie Portefaix
Cortesia dos artistas

“City of Production” é um filme que retrata a fábrica Sung Hing – uma, entre milhares de fábricas – no Pearl River Delta, na China. Laurent Gutierrez e Valérie Portefaix são também conhecidos como MAP OFFICE, uma plataforma multidisciplinar. Trabalham em territórios físicos e imaginários usando variados meios de expressão como desenho, fotografia, vídeo, instalação, performance, além de textos literários e teóricos. O projeto é uma crítica de anomalias espaço-temporais e apresenta como os seres humanos subvertem e usam o espaço.

Para acompanhar todas as informações, acesse o site www.bienaldecuritiba.com.br.

José de Vasconcelos Silva

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