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sábado, 29 de novembro de 2008

CULTURA E BELEZA...

Os padrões estéticos são diferentes para diversos povos e épocas. Muitas vezes o que consideramos algo bizarro e feio, para alguns povos é algo com significado especial e uma busca por outro padrão de beleza.



Na África diversos povos possuem algumas práticas e costumes que podem parecer bizarros para os ocidentais. O povo Mursi, na Etiópia, costuma cortar o lábio inferior para introduzir um prato até que o lábio chegue a uma extensão máxima, costuma pôr também, no lóbulo da orelha.

Ao passar dos anos, vão mudando o tamanho da placa para uma maior até que a deformação atinja um tamanho exagerado. Tais procedimentos estão associados a padrões de beleza.[...]




As mulheres do povo Ndebele, em Lesedi, na África, usam pesadas argolas de metal no pescoço, pernas e braços, depois que casam. Dizem que é para não fugirem de seus maridos e nem olharem para o lado.

Esse hábito também pertence as mulheres do povo Padaung, de Burma, no sudoeste da Ásia, conhecidas como “mulheres girafas”.



Segundo a tradição, o pescoço das mulheres é alongado utilizando anéis metálicos e pode alcançar até 30 centímetros. Esses anéis são substituídos até atingirem a fase adulta.

Para o povo Padaung, o pesçoço é o centro da alma, é a identidade da tribo. Por isso, protegem muito bem com os anéis de metal, que também são colocados nos pulsos e tornozelos. Esses aros, um dia, já foram feitos usando ouro. Hoje são de latão e cobre, chegando a pesar até 12 quilos com 8.5 milímetros de diâmetro, que começam a serem colocados aos 5 anos.

Ao contrário do que alguns imaginam, essas mulheres não morrem se os anéis forem retirados (elas fazem isso para se lavar), pois não é o pescoço que cresce e sim a clavícula que desce. Após dez anos de uso contínuo, elas sentem como se as argolas fizessem parte de seu corpo.


Em alguns povos africanos, as escarificações (scarification), marcas feitas com cortes na pele, registram fases importantes na vida de uma mulher. Os cortes são feitos na pele e quando cicatrizam parecem uma renda. Como elas não usam roupas, as cicatrizes tem função estética e servem para deixá-las mais bonitas.


Em algumas regiões da Nigéria, as marcas começam a serem feitas cedo, a partir dos 5 anos de idade, em partes específicas do corpo, obedecendo uma sequência. As jovens só são consideradas adultas e aptas para o casamento quando toda a sequência de desenhos estiverem completas.



4 Comentários:

Carlos Felippe disse...

Não acho que isso deva ser taxado de "bizarro". Da mesa forma que algumas pessoas de nossa sociedade possam achar bizarro os costumes desse povo, não seria "normal" eles acharem bizarros o nosso costume de por exemplo, uma noiva se vestir toda para se casar. O ser humano é muito hipócrita. Os seguidores da Body-Art são tidos como "loucos", "doentes mentais" apenas por cultuar o próprio corpo como o fazem alguns povos mais antigos. A imprensa, e principalmente a televisão se aproveitam disso para ganhar dinheiro, vendendo uma mensagem já pronta de que isso é feio, de que as pessoas que o fazem são marginais. Não sou jornalista mas acho que as informações deveriam ser passadas de forma imparcial não?

Carlos Felippe disse...

Parabéns a todos que fazem este blog, sempre estou lendo. Ano que vem espero estar na federal conhecendo os professores de artes visuais que participam deste espaço. Valeu!

Ensinando Artes Visuais disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

Ensinando Artes Visuais disse...

Olá Felipe... Obrigada pelo comentário...
A matéria foi extraída de um site e preservei a escrita. Particularmente não considero o termo "bizarro" ofensivo. Entretanto seguirei sua sugestão Abçs

Lm

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