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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pensar certo exige humildade

Divulgando um blog muito bom do Professor e colega de Twitter, João Luís de Almeida Machado

Vithais - O mundo como Matéria -Prima

Aproveito para compartilhar um de seus textos mais recentes:


Pensar certo exige humildade

"Uma das condições para pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas." (Paulo Freire, em sua obra "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa)

Quanto mais estrada percorremos, maior a convicção de que somos eternos aprendizes. E neste sentido, tanto o da maturidade quanto o da compreensão de que há ensinamentos e aprendizagem todos os dias, em praticamente cada um dos momentos e situações que vivemos, repousa igualmente a certeza de que os erros e acertos se sucedem, felizmente não em igual proporção...

Além disso tudo, é corrente que entre os fatores que nos fazem acertar mais ou errar em demasia, destacam-se fatores como a humildade associada a altivez e atitude, como elementos que nos permitem vitórias e, por outro lado, a empáfia, o orgulho exacerbado e as vaidades a nos encaminhar para derrotas certas...

Falamos neste caso, de virtudes inexoráveis e defeitos execráveis. Tais virtudes associadas permitem que a pessoa entenda o seu próximo, se permita escutar, ponderar ou pesar o que lhe foi transmitido, com respeito e consideração por seu interlocutor e, ao mesmo tempo, que se sinta seguro quanto aos pensamentos, ações e posicionamentos que defende. A humildade vai além, pois ao articular a consideração do pensamento alheio, a pessoa que desta qualidade se nutre, não apenas ouve e avalia, mas até mesmo admite e pode mudar seus próprios passos caso considere válidos os argumentos alheios.

Sua atitude não é a de submissão, mas a do ouvinte atento, do pensador arguto, do homem (ou mulher) capaz de refletir e, acima de tudo, daquele que busca sempre melhorar seus passos, caminhos, pensamentos e ações. Demonstra desta forma independência e se sustenta na altivez por considerar-se uma pessoa que merece respeito como qualquer outra com a qual conviva, independentemente de qual condição for.

Os defeitos execráveis, por sua vez, envenenam relacionamentos pois as pessoas que destes se alimentam não ouvem, apenas impõem suas vontades. Não querem o diálogo, apesar de muitas vezes dizerem o contrário, preferindo os monólogos. Atuam de modo a buscar aliados sem que realmente deem aos mesmos o devido valor. Querem apenas que suas vontades e pensamentos prevaleçam. A humildade é por eles abominada, vista como moeda de troca daqueles que são fracos. Estão sempre certos em relação a tudo e não admitem questionamentos, nem mesmo se permitem rever seus próprios posicionamentos...


Paulo Freire, em sua obra de inquestionável valor, concordemos ou não com seus posicionamentos, nos faz lembrar da necessidade de estarmos constantemente revendo nossos passos, não aceitando as verdades eternas, repensando posicionamentos e conceitos, ideias e ações. Quando estamos "demasiado certos" agimos como pessoas que não ouvem os outros e que nem mesmo se permitem rever a si mesmos pois suas certezas alimentam egos maiores que o próprio ser...


O pensar certo admite o erro, nossa inconstância e necessidade de aperfeiçoamento, de crescimento, de maturação progressiva. Não tenho, pessoalmente, a pretensão de ter todas as respostas e nem mesmo de acertar sempre. Na realidade me sinto imperfeito e em processo de amadurecimento permanente, tudo isso acontecendo nos acertos e desacertos que estão ao longo do meu caminho. Quero acertar, por isso mesmo, estou disposto a abrir mão de certezas que parecem inexoráveis para que defeitos execráveis não se tornem parte de mim...


Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras




Por Idália Lins





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