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Mostrando postagens de abril 25, 2008

Sobre arte, tempo e morte na rede informatizada

Em 2002, através do site de busca Google , podemos encontrar mais de 17 milhões de referências à palavra tempo (time) e mais de 32 milhões de referências à palavra morte (death) na rede Internet. Embora essa busca textual seja destituída de qualquer sentido ou contexto de uso das palavras, talvez ela nos sirva para pensar na permanente recorrência desses dois conceitos, seja efetivamente na existência humana, seja pelo uso figurado ou pela carga simbólica. De qualquer forma, tempo e morte são intrínsecos ao homem e de certo modo, intrínsecos entre si. Desde as primeiras incursões do homem na comunicação à distância, aos primeiros adventos de locomoção não-animal – como a locomotiva e o automóvel mais explicitamente – existe a busca da transposição de distâncias geográficas, onde pessoas e informação devem chegar no seu destino no menor tempo possível, respeitados os avanços tecnológicos de cada época. Se no cotidiano, com a aglutinação da tecnologia por meio de eletrodomésticos, o temp...

Tempo e morte: cronofagia na Bienal

Bem passado – Dois momentos do site de web arte Cronofagia (2002). A primeira imagem acima estava presente no site em maio de 2002 e foi substituída logo depois, no mês seguinte, pela segunda imagem, no decorrer dos cliques dos visitantes. Cronofagia foi um trabalho participante da 25ª Bienal de São Paulo, que, por sua vez, assim como em 1998, estabeleceu duas curadorias distintas na seleção e apresentação dos trabalhos de web arte – ou net art, assim denominados em 2002 – mas com um diferencial: na edição de 2002, surge a idéia do núcleo de Net Art Brasil, englobando a produção brasileira de arte para a rede, com artistas como Gilbertto Prado (Desertesejo), Artur Matuck (Literaterra/Landscript) e Diana Domingues (Ouroboros). Sob a curadoria de Christine Mello, os autores de Cronofagia trouxeram os referenciais poéticos de outros trabalhos antecedentes como Jacks in Slow Motion: experience 02, com a participação de Alberto Blumenschein, Emiliano Miranda e Silvia Laurentiz, onde atravé...

Tempo e morte: em antropofagias e cronofagias nas bienais

Arte e morte – A relação da arte com a morte é tão longa data quanto sua relação com a vida. Inclusive, quem não se lembra que Leonardo da Vinci preenchia suas noites dessecando cadáveres? O artista, em meio a odores do corpo em decomposição, realizava estudos de anatomia sob a forma de magníficos desenhos. Aqui, temos também dois artistas – referenciados no texto – Géricault acima, com “Cabeças Cortadas” e Barrio com “Livro de carne”, que em outros trabalhos lidam com o tema de maneira incisiva. Ao começar a adentrar o universo poético do trabalho, vale a pena localizar-se no contexto das Bienais Internacionais de São Paulo – ao menos, nas últimas duas edições, em 1998 e 2002 – que como se sabe, partem sempre de fios condutores pré-determinados para desenvolver relações entre os artistas participantes. Em 1998, na 24ª edição, comemorando-se 70 anos do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, propõe-se discutir uma visão modernista extremamente brasileira: a antropofagia. Há uma in...

Tempo e morte: recorrências on line

A marca da idade – O filme-documentário 33 é um dos mais interessantes trabalhos de Kiko Goifman onde mostra uma busca em primeira pessoa de sua mãe biológica num documentário com clima de filme noir. Nos seus 33 anos, o artista ocupa 33 dias nessa produção. Enquanto se passam os dias pré-determinados, o artista contava com o contato de internautas que acompanhavam seu diário on-line, além das opiniões, várias vezes curiosas, de detetives particulares. Acima, algumas imagens do filme. Um dos documentários de Kiko Goifman, um dos artistas de Cronofagia é “33”, 2002. Extremamente heterodoxo e biográfico versa sobre a possibilidade do artista por meio de entrevistas com detetives particulares encontrar sua mãe biológica. Além de outras questões, como a precariedade dos profissionais e o voyeurismo, o trabalho centra-se na questão temporal em diversos aspectos: a princípio, “33” é a idade do artista no desenvolvimento deste trabalho que além de ser uma idade memorável para os cristãos, é ...

Web arte: Coletividade e participação

Nunca te vi, sempre criei – Ao se falar em colaboração, temos o trabalho MOONE de Gilbertto Prado, realizado em 1992 durante a IX Documenta de Kassel. Aqui, o artista disponibilizava através de uma rede digital (ISDN) uma tela partilhada entre dois visitantes: um localizado em Paris (França) e outro em Kassel (Alemanha). Em tempo real, os participantes fisicamente distantes e eventualmente desconhecidos, dispunham de ferramentas de desenho e elaboravam composições em conjunto. Nas imagens acima, respectivamente, a tela de abertura e algumas das imagens produzidas em colaboração. Há vários trabalhos de web arte que estabelecem espaços de colaboração coletiva, como o site Graphic Jam dos artistas Andy Deck e Mark Napier. Este site, off-line há alguns anos, possibilitava que os visitantes estabelecem um espaço de colaboração criativa: a partir de uma tela e “pincéis”, era possível fazer interferências gráficas, desenhos, rabiscos. Essas interferências eram realizadas sobre interferência...

Exposição de Gabriel Bechara

ARTE E TECNOLOGIA

Desenho de luz "Com o protótipo 'Arastar e Soltar' do 'Sense and Simplicity', da Philips, a casa toda é uma tela. Com um pincel mágico é possível criar formas e dar movimentos a elas". Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/foto/24042008/67/foto/arastar-soltar-sense-and-simplicity-da-philips-casa-tela-pincel.html (Lm)