Em 2002, através do site de busca Google , podemos encontrar mais de 17 milhões de referências à palavra tempo (time) e mais de 32 milhões de referências à palavra morte (death) na rede Internet. Embora essa busca textual seja destituída de qualquer sentido ou contexto de uso das palavras, talvez ela nos sirva para pensar na permanente recorrência desses dois conceitos, seja efetivamente na existência humana, seja pelo uso figurado ou pela carga simbólica. De qualquer forma, tempo e morte são intrínsecos ao homem e de certo modo, intrínsecos entre si. Desde as primeiras incursões do homem na comunicação à distância, aos primeiros adventos de locomoção não-animal – como a locomotiva e o automóvel mais explicitamente – existe a busca da transposição de distâncias geográficas, onde pessoas e informação devem chegar no seu destino no menor tempo possível, respeitados os avanços tecnológicos de cada época. Se no cotidiano, com a aglutinação da tecnologia por meio de eletrodomésticos, o temp...