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Mostrando postagens de abril 8, 2008

Curiosidades sobre a localização dos bustos e monumentos: o caso do busto de Epitácio Pessoa

Existe um pequeno descompasso entre o local em que foram erguidos os monumentos e a sua significação. Em busca de corrigir alguns desses erros históricos, alguns bustos foram trocados de local nos endereços da cidade. O caso mais famoso é o de Epitácio Pessoa ex-presidente do Estado e do país, que desde antes da Revolução de 30 já estava instalado na Praça dos Três Poderes e depois foi levado para o início da avenida que leva seu nome. Por conta da postura secularizada na imagem, em que Epitácio aponta para frente com veemência, gesto habitual de um grande orador, criou-se uma lenda em torno de sua leitura. Não se sabe quem começou, mas o fato é que logo a cidade foi tomada de uma explicação para a postura do político: ele estaria apontando para o lugar onde estavam os ladrões. O busto apontava para o Palácio da Redenção. Hoje, ele indica a direção da praia. Recentemente, o busto do paraibano Epitácio Pessoa, ex-presidente do Brasil, foi restaurado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP)...

Relaçoes de poder na construçao de praças e monumentos em Joao Pessoa

Uma das principais características da maioria desses monumentos da capital pessoense é que eles estão relacionados com o estabelecimento de um novo tipo de poder e quase sempre tentavam consolidar novas idéias. Enquanto durante o Império, o que predominavam eram as igrejas e seus adros e cruzeiros, com a chegada da República esses ícones começam a ser destruídos. “A República é laica, tenta tirar os monumentos sacros para em seu lugar colocar representações da nova estrutura social”, conta José Octávio. Pelo menos quatro locais onde hoje existem praças eram igrejas, que foram “empurradas” para espaços menos nobres e destacados. Como no caso da Igreja do Rosário dos Pretos, erguida originalmente onde hoje está o Ponto de Cem Réis, foi derrubada para alargar o local, sendo reconstruída na década de 20 em Jaguaribe pelo Frei Mar-tinho. E essa foi apenas uma das muitas modificações que foram feitas na praça, que passou por pelo menos dez reformas. Outra igreja que foi “afastada” foi a Virg...

Praça Antenor Navarro - em Joao Pessoa

A Revolução de 1930 foi um cataclisma, tudo girou em torno daquilo durante um bom tempo na cidade”, conta José Octávio. Além de João Pessoa, outro paraibano envolvido com o movimento e também lembrado nos endereços da cidade é Antenor Navarro, que recebeu uma praça com um busto, no Centro Histórico, e um monumento no cemitério da Boa Sentença. Este último é tido como o mais belo registro póstumo encontrado nos cemitérios brasileiros e até hoje há quem acenda velas e coloque flores no local. Segundo o historiador, ele foi a grande figura humana da Revolução. Quando Getúlio Vargas assumiu o poder e estabeleceu um sistema ditatorial, indicou pessoas de sua confiança para exercer o governo dos Estados brasileiros e Antenor assumiu a Paraíba durante a Revolução de 30 como interventor. Anos depois, morreu em um desastre aéreo. Vindo no mesmo vôo que José Américo, o avião teve uma pane e ele se jogou antes do problema ser resolvido e o pouso levar o amigo são e salvo para terra firme. Foi ent...

Contextualizando a Praça Presidente Joao Pessoa

Fotos: Erinaldo Alves do Nascimento Apesar de haver registros anteriores, a explosão de monumentos históricos em João Pessoa aconteceu logo depois da Revolução de 30, em que os paraibanos tiveram participação decisiva. Come-çando pela mudança do nome da capital, que antes se chamava Paraíba e passou a fazer menção ao evento através da homenagem a João Pessoa, seguindo por toda uma sorte de logradouros batizados com o nome do mártir do movimento. Um deles é o monumento que fica na praça em frente ao Palácio da Redenção, que também leva seu nome, conhecida como Praça dos Três Poderes. Inaugurada em 1933, a obra é resultado de um concurso vencido pelo arquiteto italiano radicado na Paraíba, Umberto Cozzo. Anos depois, ela foi complementada com guerreiros ladeados por anjos, uma doação de estudantes mineiros e paulistas simpatizantes da luta de João Pessoa e que representam Ação e Civismo. Antes de receber o nome do Presidente paraibano assassinado, chamou-se seguidamente: Largo da Igreja...

Monumentos: memória presente nos pontos centrais da capital paraibana

Ao passar pela Praça Dom Adauto, conhecida popularmente como do Bispo, você já parou para reparar no monumento que está erguido lá? De quem é a figura retratada? Aquele homem representado no bronze, sob a sombra das ávores frondosas e em cima de um pedestal de mármore, é Álvaro Machado, um dos mais poderosos políticos da história da Paraíba. Ele foi governador durante 20 anos, entre 1892 e 1912 e é considerado o maior representante da principal oligarquia da época, responsável pela criação do termo “alvarismo”. O monumento foi inaugurado em 1918, quando o irmão de Álvaro, João Machado, era governador. Considerado o mais imponente dos monumentos paraibanos, chamou a atenção do sociólogo Gilberto Freyre quando ele esteve na Paraíba alguns anos depois da obra ser inaugurada. Levado pelo escritor José Lins do Rêgo para uma visita ao então arcebispo dom Adauto, ele se admirou com sua opulência e questionou se havia um monumento do mesmo porte em homenagem a Augusto dos Anjos. Não havia. Aug...