Pular para o conteúdo principal

Um passeio pela arte brasileira


Por: MARIA ZITA ALMEIDA



CAMPINA GRANDE - Quem for ao MAAC até o final de janeiro vai ver uma coleção de obras do processo Moderno, relacionadas ao Cubismo, Surrealismo, Expressionismo, Realismo Social e produções abstracionista
Obras de vários artistas consagrados estão expostas no Museu de Arte Assis Chateaubriand na exposição ‘Arte Brasileira do Século XIX ao XX - Academismo, Moderno e Anos 60’. Para a mostra foram selecionadas obras do acervo inicial do MAAC, que foram chamadas de ‘Coleção Assis Chateaubriand’, uma homenagem ao idealizador do museu. Com um índice temático voltado para a arte brasileira, a exposição apresenta produções da linguagem das artes visuais na passagem do classicismo para o modernismo, com os neoclássicos e impressionistas. Obras do processo Moderno, relacionadas ao Cubismo, Surrealismo, Expressionismo, Realismo Social e produções abstracionistas; trabalhos dos anos 60 e da pintura dita primitiva e ingênua podem ser vistas em três ambientes, preparados exclusivamente para receber a exposição.
O século XIX está representado por pinturas e litografias relacionadas ao Neoclássico, que no Brasil se instalou com a chegada da Missão Artística Francesa, em 1816. Este módulo expõe obras estimuladas pela proposta acadêmica, apresentada nos motivos e gêneros daquele momento da arte, através do retrato, da natureza-morta, de cenas e personagens da mitologia e da história. Dentre os quadros desta época, ressaltam-se obras de Pedro Américo.
O módulo que mostra produções relacionadas ao processo moderno desencadeado com a Semana de Arte Moderna de 1922, contém exemplares de artistas atuantes no cenário brasileiro, que em seus deslocamentos, numa representação figurativa, sublinhava o que ocorria no mundo artístico europeu, promotor de brasileiros impressionistas, cubistas, surrealistas, expressionistas e realistas. Cenário artístico que no processo moderno apresenta imagens relacionadas a uma temática brasileira, designada principalmente por questões representativas de situações sociais, paisagísticas e de costumes, que o artista paraibano Tomás Santa Rosa Júnior mostra na pintura “Jangadeiros”.
Também faz parte da Exposição Arte Brasileira produções da arte de configurações do processo abstracionista, da arte primitiva e dos anos 60 com a neovanguarda. Este último módulo mostra um trabalho do campinense Antonio Dias, cuja obra “Nota sobre a morte imprevista”, de 1965, foi apontada pelo estudioso Hélio Oiticica, como “turning point” no processo da formulação do objeto e de uma nova ordem pictórica – plástica – estrutural, afirmando que sua produção – surgida no movimento dos anos 60 – foi decisiva para o conceito de “nova objetividade”, influenciando artistas posteriores.
Os 52 quadros da ‘Coleção Assis Chateaubriand’ apresentam, ainda, artistas brasileiros como Dileni Campos (MG), os paraibanos Raul Córdula Filho, Antonio Dias e Ivan Freitas e ainda Michel Macréau (Paris), Jack Vanorski (Argentina), além de artistas da Holanda, Alemanha, Espanha, Itália e Polônia.

SERVIÇO
coleção assis chateaubriand. No MAAC (Av. Floriano Peixoto - prédio da antiga reitoria -, em Campina Grande). Visitação das 14h às 17h, até 31 de janeiro. Informações 3341.1947.


Disponível em : http://jornaldaparaiba.globo.com/v2008/vida.php?id=23248&IDNOT=6&rqv=y


Karlene Braga

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RCNEI - Resumo Artes Visuais

Introdução:

As Artes Visuais expressam, comunicam e atribuem sentidos a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por vários meios, dentre eles; linhas formas, pontos, etc.
As Artes Visuais estão presentes no dia-a-dia da criança, de formas bem simples como: rabiscar e desenhar no chão, na areia, em muros, sendo feitos com os materiais mais diversos, que podem ser encontrados por acaso.
Artes Visuais são linguagens, por isso é uma forma muito importante de expressão e comunicação humanas, isto justifica sua presença na educação infantil.

Presença das Artes Visuais na Educação Infantil:
Idéias e práticas correntes.

A presença das Artes Visuais na Educação Infantil, com o tempo, mostra o desencontro entre teoria e a prática. Em muitas propostas as Artes Visuais são vistas como passatempos sem significado, ou como uma prática meramente decorativa, que pode vir a ser utilizada como reforço de aprendizagem em vários conteúdos.
Porém pesquisas desenvolvidas em diferentes campos das ciências …

Arte como Educação e Cidadania - Por Ana Mae Barbosa

"Não é possível conhecer um país sem conhecer e compreender sua arte - essa é a opinião da professora Ana Mae Barbosa, da Escola e Comunicações e Artes da USP. "Um país só pode ser considerado culturalmente desenvolvido se ele tem uma alta produção e também uma alta compreensão dessa produção", declara. "A linguagem visual nos domina no mundo lá fora e não há nenhuma preocupação dentro da escola em preparar o aluno para ler essas imagens. O público quer conhecer; falta educação para a arte".
Na opinião de Ana, os professores do ensino fundamental e médio costumam priorizar a linguagem científica e discursiva, mas é preciso que o aluno tenha também uma alfabetização visual para compreender a linguagem que o rodeia em outdoors, na televisão, no computador. "É importante entender arte, que é a representação do país por seus próprios membros", ela ressalta. "E a configuração visual do país é dada pelas artes plásticas".
Ana afirma que até a décad…

Como fazer uma animação com bonecos!

Não é tão difícil fazer uma animação com bonecos e dá para ensinar aos seus alunos a partir de um passo a passo super simples e fácil que eu encontrei aqui pela internet onde explica para crianças como fazer uma animação com bonecos e curiosidades sobre como são feitos os filmes de animação com massa de modelar:

Conheça o passo a passo da animação com bonecos:

A primeira coisa a fazer é pensar na história e desenvolver um roteiro. Pode ser algo do tipo: "Um homem vai à padaria comprar pão, mas esquece o pão lá".

É feito o storyboard: quadrinhos com desenhos de cada cena, mostrando como será a ação do boneco e o enquadramento da câmera.

O modelista começa a construir os bonecos e cenários.

Com cenários e bonecos prontos, é hora de pensar na iluminação, como em uma filmagem convencional.

Começa a animação. São feitas 24 fotos para cada segundo de filme, que ao serem projetadas na seqüência, criam a sensação de movimento. Dependendo da ação, é possível reduzir esse número para 12 fot…