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sábado, 20 de dezembro de 2008

Um passeio pela arte brasileira


Por: MARIA ZITA ALMEIDA



CAMPINA GRANDE - Quem for ao MAAC até o final de janeiro vai ver uma coleção de obras do processo Moderno, relacionadas ao Cubismo, Surrealismo, Expressionismo, Realismo Social e produções abstracionista
Obras de vários artistas consagrados estão expostas no Museu de Arte Assis Chateaubriand na exposição ‘Arte Brasileira do Século XIX ao XX - Academismo, Moderno e Anos 60’. Para a mostra foram selecionadas obras do acervo inicial do MAAC, que foram chamadas de ‘Coleção Assis Chateaubriand’, uma homenagem ao idealizador do museu. Com um índice temático voltado para a arte brasileira, a exposição apresenta produções da linguagem das artes visuais na passagem do classicismo para o modernismo, com os neoclássicos e impressionistas. Obras do processo Moderno, relacionadas ao Cubismo, Surrealismo, Expressionismo, Realismo Social e produções abstracionistas; trabalhos dos anos 60 e da pintura dita primitiva e ingênua podem ser vistas em três ambientes, preparados exclusivamente para receber a exposição.
O século XIX está representado por pinturas e litografias relacionadas ao Neoclássico, que no Brasil se instalou com a chegada da Missão Artística Francesa, em 1816. Este módulo expõe obras estimuladas pela proposta acadêmica, apresentada nos motivos e gêneros daquele momento da arte, através do retrato, da natureza-morta, de cenas e personagens da mitologia e da história. Dentre os quadros desta época, ressaltam-se obras de Pedro Américo.
O módulo que mostra produções relacionadas ao processo moderno desencadeado com a Semana de Arte Moderna de 1922, contém exemplares de artistas atuantes no cenário brasileiro, que em seus deslocamentos, numa representação figurativa, sublinhava o que ocorria no mundo artístico europeu, promotor de brasileiros impressionistas, cubistas, surrealistas, expressionistas e realistas. Cenário artístico que no processo moderno apresenta imagens relacionadas a uma temática brasileira, designada principalmente por questões representativas de situações sociais, paisagísticas e de costumes, que o artista paraibano Tomás Santa Rosa Júnior mostra na pintura “Jangadeiros”.
Também faz parte da Exposição Arte Brasileira produções da arte de configurações do processo abstracionista, da arte primitiva e dos anos 60 com a neovanguarda. Este último módulo mostra um trabalho do campinense Antonio Dias, cuja obra “Nota sobre a morte imprevista”, de 1965, foi apontada pelo estudioso Hélio Oiticica, como “turning point” no processo da formulação do objeto e de uma nova ordem pictórica – plástica – estrutural, afirmando que sua produção – surgida no movimento dos anos 60 – foi decisiva para o conceito de “nova objetividade”, influenciando artistas posteriores.
Os 52 quadros da ‘Coleção Assis Chateaubriand’ apresentam, ainda, artistas brasileiros como Dileni Campos (MG), os paraibanos Raul Córdula Filho, Antonio Dias e Ivan Freitas e ainda Michel Macréau (Paris), Jack Vanorski (Argentina), além de artistas da Holanda, Alemanha, Espanha, Itália e Polônia.

SERVIÇO
coleção assis chateaubriand. No MAAC (Av. Floriano Peixoto - prédio da antiga reitoria -, em Campina Grande). Visitação das 14h às 17h, até 31 de janeiro. Informações 3341.1947.


Disponível em : http://jornaldaparaiba.globo.com/v2008/vida.php?id=23248&IDNOT=6&rqv=y


Karlene Braga

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