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domingo, 14 de dezembro de 2008

ARTES VISUAIS - Destinos da pintura

Exposição panorâmica da arte emergente na última década privilegia a pintura realizada por essa geração

por Paula Alzugaray

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Se em anos recentes o vídeo e a fotografia tiveram presença marcante em salões, bienais e coletivas - em certos casos, preponderante até -, temos hoje uma panorâmica em que a pintura é o destaque. Com o intuito de mapear a arte contemporânea produzida por jovens artistas nesta primeira década do século XXI, a mostra Nova arte nova reconhece a diversidade de técnicas e propostas dessa geração, apresentando esculturas, objetos sonoros, desenhos, fotografias, vídeos e instalações (poucas). Mas a marca da pintura é aqui incontornável. Quase um terço dos 56 artistas de 14 Estados brasileiros, em exposição no CCBB RJ, apresenta trabalhos em pintura ou obras desenvolvidas a partir de questões próprias do âmbito da representação pictórica. Esse é o caso, por exemplo, das fotografias do amazonense Rodrigo Braga, que elabora arranjos com peixes, frutas e legumes, remetendo ao gênero clássico da pintura de natureza-morta, ou das esculturas do carioca Felipe Barbosa, que faz composições com casas de pássaros, em referência às bandeirinhas do pintor Alfredo Volpi.


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Entre os jovens pintores selecionados pelo curador Paulo Venâncio Filho há desde aqueles já inseridos no circuito, como Tatiana Blass, Vânia Mignone, Henrique Oliveira e Marcone Moreira, até artistas que estão colocando seu primeiro pé no mercado, como Bruno Miguel, Gisele Camargo ou Alice Shintani. Ao cercar as várias expressões contemporâneas da pintura, Venâncio assume uma direção definida e deixa de se aprofundar em outros campos muito transitados pelos artistas hoje: os terrenos

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conceituais, imateriais, virtuais ou digitais, que efetivamente representam o "fenômeno novo" perseguido pelo curador. Mesmo diante dessa lacuna - um panorama é, afinal, um recorte que não pode dar conta da totalidade de um contexto -, a exposição enche os olhos pela qualidade e quantidade de obras e atesta a vitalidade do que está surgindo no horizonte. Um vigor que a 28ª Bienal de São Paulo, encerrada no sábado 6, definitivamente não apresentou.

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Disponível em : http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2041/artigo119216-1.htm




Karlene Braga

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