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BIENAL EM VENEZA

[...] Entre os dias 14 de setembro e 23 de novembro, a mostra Out There: Architecture Beyond Buildings (algo como Lá Fora: A Arquitetura para Além dos Edifícios, em tradução livre) quer resgatar os valores da arquitetura perdidos em "túmulos de cimento" – ou seja, em edifícios modernos que sufocam a realização de chegar em casa e "se sentir" em casa, e não em num simples dormitório. [...]

A Bienal de Arquitetura de Veneza sublinha a valorizção do espaço interno para o bem-estar de quem está dentro. Este barraco criado embaixo de um viaduto em São Paulo revela a necessidade e a capacidade de um homem simples em transformar a sobrevivência numa arte maior.
Elementos naturais usados nas construções ajudam a resgatar o contato do homem com a natureza. O cimento armado pode e deve ceder lugar ao uso sustentável da madeira que ajuda a reconectar o homem às suas origens e raízes.



A Bienal releva ainda projetos utópicos. Navios de guerra ganham a função de parque de diversão flutuante. Metáfora de que a arquitetura deve se tornar dinâmica e fluida, e se adaptar ao movimento da sociedade. A arquitetura deve questionar a realidade. O evento se realiza até 23/11/2008.


A Bienal critica as construções que condenam o morador ao isolamento. Esta instalação holandesa denuncia a falta de contato humano entre moradores, que se tornam reféns da própria solidão, 'construída por uma arquitetura social'.



O uso de novos materiais testados em túneis do vento, o mesmo usado para os carros, pode ser usado na edificação. Há dez anos, o escritório Asympetote, de Nova York, experimenta como dar vida e movimento aos 'corpos estáticos', os prédios, a partir de materiais aerodinâmicos.



A aplicação da tecnologia pode facilitar as novas construções, criando possibilidades a partir de projetos que valorizem o ser humano no seu intimo. Paredes curvilíneas em uma residência criam uma sensação de leveza e de beleza. Experimentar e dividir o conhecimento.



Este teto foi feito com os tubos de purificação do ar, que escondem uma complexa tubulação atrás do reboco da parede. A exibição destes acessórios urbanos provoca a reflexão sobre as suas necessidades e as motivações para o seu uso.



Os novos projetos devem priorizar a criação de espaços públicos cada vez maiores para facilitar a interação entre as pessoas, entre os vizinhos. Novas áreas verdes devem ser resgatadas com maior intensidade e velocidade.


Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080912_bienalaquino_pu.shtml (Lm)

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