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300 - Um filme que pode se transformar num interessante projeto nas aulas de Artes Visuais


Estátua de mármore do século V a.C. patente no Museu Arqueológico de Esparta. Representa um hoplita grego com o seu típico elmo, sendo que muitos historiadores querem mesmo ver neste mármore o busto do próprio Leónidas
Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Term%C3%B3pilas


Leónidas nas Termópilas, por Jacques-Louis David.
Óleo sobre tela, 395 × 531 cm, 1814.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Term%C3%B3pilas


Fonte: http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/300/300.asp#Críticas

Acabei de assisitir ao filme "300" em casa, num DVD, na minha TV de plasma, o que ameniza minha sensação de perda por não tê-lo assistindo na "telona" do cinema. A versão cinematográfica do filme, apropriando-se criativamente de narrativas do passado, fêz-me lembrar as reflexões de Hayden White sobre a narrativa histórica. Hayden considera a narrativa histórica uma modalidade de ficção, fruto da inventividade do historiador, baseando-se em documentos sobre o assunto.
O filme ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Luta (Gerard Butler contra o gigante), além de ser indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Performance (Gerard Butler), Melhor Revelação (Lena Headey) e Melhor Vilão (Rodrigo Santoro).
O filme trata da resistência do rei Leônidas e seus 300 guerreiros espartanos, lutando até a morte contra o exército persa. O enredo é interessante porque mostra que é possível ganhar, mesmo quando se perde.
Há uma narrativa similar no texto bíblico, quando trata da vitória de Gideão, guerreiro de Israel, sobre os midianista com 300 homens (Juízes 6 a 8). Há muita coincidência nas duas narrativas, especialmente na dificuldade enfrentada e no número de guerreiros.
O figurino e os efeitos visuais do filme faz-nos reportar às imagens sobre os guerreiros espartanos da época, representados por artistas de diversas épocas.
O filme impressiona pela visualidade e pelo interessante diálogo que faz com a HQ, idealizada por Frank Miller.
O filme, respeitando a faixa etária recomendada, oferece um bom mote para as Aulas de Artes Visuais. O alunado poderá conhecer, por exemplo, as diferentes imagens sobre os guerreiros espartanos, comparando as diversas representações em várias épocas. Interessante comparar, também, a representação do filme do rei Xerxes (interpretado por Rodrigo Santoro) com outras representações registradas pela história da arte. Nesse aspecto, há diferenças gritantes. Pode-se, ainda, comparar as diferentes formas de representar batalhas, começando por destacar as difenças entre as travadas entre os EUA e o Iraque com a guerra na época Espartana. A partir daí é possível comparar com outras representações. Pode-se, também, fazer uma análise da representações de mulheres, companheiras das lideranças principais em batalhas.
Gosto das tentativas de inter-relacionar linguagens diferentes, como faz o filme ao dialogar com as HQs, a arte e os documentos históricos. É um bom filme e um bom pretexto para um projeto de Artes Visuais focado a partir do cotidiano do alunado!!!

Comentários

Olá Erinaldo
Gostei da Ideia bem interessante
um abraço
Josi

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