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segunda-feira, 30 de julho de 2012

30ª Bienal de São Paulo - A Iminência das Poéticas




De 7 de setembro a 9 de dezembro de 2012
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Curador: Luis Pérez-Oramas
Curadores associados: André Severo e Tobi Maier
Curadora assistente: Isabela Villanueva

Sob o título A iminência das poéticas, a 30ª Bienal de São Paulo tem como centro curatorial os temas da multiplicidade, transicionalidade, recorrência e permanente mutabilidade das poéticas artísticas. Por poéticas entende-se o repertório instrumental que permite que um indivíduo, uma coletividade, um campo disciplinar ou uma tradição estabeleça, de forma intuitiva, intencional ou inconsciente, as estratégias ou plataformas discursivas que tornam possíveis atos expressivos de caráter artístico.

A iminência representa, como traduz o curador Luis Pérez-Oramas, “o que está a ponto de acontecer, a palavra na ponta da língua, o silêncio imprevisto que antecede a decisão de falar ou de não falar, a arte como estratégia discursiva e a poética em sua pluralidade e multiplicidade”.

Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, o instrumento de trabalho fundamental na 30ª Bienal será a ideia de Constelação – e seu leitmotiv a noção de articulação. Mais do que uma Bienal de obras individuais e de artistas singulares, a 30ª Bienal pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si: uma base para que essas relações sejam dispositivos eficazes de renovação e de produção de sentido e significação.

Componentes expositivos
Tomando como base conceitual o entendimento de que as poéticas sobrepõem-se, desagregam-se, assimilam-se, parasitam-se e condensam-se, a 30ª Bienal - A iminência das poéticas define-se por quatro zonas curatoriais distintas: Sobrevivências, Alterformas, Derivas, Vozes e, uma zona transversal, Reverso. As zonas atuam como forma de articular, de maneira constelar e polifônica, os artistas e temas que irão compor o quadro geral da mostra.

Sobrevivências
A noção de sobrevivência permite realizar analogias entre a seleção de artistas contemporâneos e obras referenciais, fazendo com que dialoguem em um campo histórico comum. Para a 30ª Bienal, a sobrevivência atua fundamentalmente através da inscrição de formas e práticas constituídas em âmbitos de vida e de temporalidades distantes no tempo e/ou no espaço, tornando possível a transição entre elas e a experiência humana do presente.

Alterformas
Uma segunda zona curatorial complementa as questões conceituais propostas em Sobrevivências e norteia a seleção de artistas e práticas mais contemporâneas. Esta zona será trabalhada a partir da pista oferecida pela manifestação de alterformas ou deformações – isto é, a interpretação de obras como lugares da “transformação seletiva”, que, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, os artistas realizam dentro do campo instituído em suas próprias práticas.

Um segmento a ser desenhado dentro de Alterformas consistirá em traçar o estado atual das releituras deformantes da modernidade na América Latina. Outro segmento deverá ser instituído a partir de uma interrogação sobre “o estado dos meios artísticos”: os sobejos da pintura, gravura, poesia, teoria, cinema, literatura, teatro e fotografia em um tempo caracterizado pelo monopólio da imagem como meio e arte-meio.

Derivas
A ideia de deriva configura-se como uma noção-chave dentro do quadro conceitual da 30ª Bienal de São Paulo. Conjugado com Sobrevivências e Alterformas, a curadoria parte de certas derivações da modernidade encarnadas, sobretudo, nos artistas referenciais presentes na mostra e propõe um conjunto de formas alteradas, restos, deformações, nas quais a residualidade dos meios, sua hibridez e sua marginalidade possam ser entendidos como desvio, como deriva das formas, das linguagens e das imagens, tanto no campo da arte como na constelação de novos espaços que as tecnologias da informação e a digitalização tornam possíveis.

Vozes
Considerada uma zona entre zonas dentro do quadro conceitual da 30ª Bienal, Vozes manifesta-se explicitamente através de obras em que a voz prevalece em suas vinculações com a dimensão performativa da arte e com o material fônico – som, rádio, música etc. Pretende levantar interrogações acerca das maneiras pelas quais se dão as relações entre poéticas visuais e poéticas discursivas ou verbais atualmente.

Pensando a voz como matéria plástica e artística em todas suas vertentes e possibilidades, Vozes atravessa Sobrevivências, Alterformas e Derivas e deverá configurar-se como a principal extensão da mostra na cidade de São Paulo. 

Esta zona curatorial estabelece uma ponte entre a noção de voz e as mais variadas dimensões performativas da arte contemporânea e permite pensar e organizar um momento participativo dos espectadores (ou interlocutores) por meio da ativação de dispositivos de diálogo presentes na mostra ou nas plataformas virtuais da Bienal.

Reverso
Tratada conceitualmente como uma zona transversal aos componentes expositivos da mostra, Reverso é uma espécie de plataforma nômade que abraça, desde sua elaboração, todos os elementos curatoriais do projeto da 30ª Bienal de São Paulo - A iminência das poéticas e os estende para a cidade. São intervenções urbanas, mostras em parceria com outras instituições da cidade de São Paulo, exibições de filmes, apresentações teatrais e musicais encomendadas a artistas locais e/ou internacionais. Instaurando-se como uma forma de estender e potencializar o evento realizado no pavilhão localizado no Parque Ibirapuera, Reverso pretende constituir-se como uma possibilidade de desenvolver um diálogo aberto entre a 30ª Bienal, o público, as instituições e os demais agentes culturais e sociais atuantes na cidade. Farão parte desta rede a Casa Modernista, a Capela do Morumbi, a Casa do Bandeirante e outras instituições.

Encontros
Pensado como um ciclo de seminários capaz de possibilitar ao grande público o contato com renomados artistas e intelectuais da atualidade, A iminência das poéticas propõe realizar um debate sobre o presente da atividade artística por meio de uma série de encontros em que a própria Bienal e os aspectos gerais de seus conteúdos se ofereçam como centro de discussão. O ciclo se dará sob a forma uma série simpósios realizados ao longo de 2012 na cidade de São Paulo; e um encontro de caráter poético/teórico, a ser organizado em duas ocasiões diferentes (fora e dentro do Brasil), como um diálogo transterritorial e transpoético entre duas cidades, Ciudad Abierta, Valparaíso, no Chile, e a cidade de São Paulo, no Brasil.

Educativo Bienal na 30ª
Com curadoria educacional de Stela Barbieri, as ações do Educativo Bienal para a 30ª edição estão sendo elaboradas desde 2011 em parceria com a curadoria geral da exposição. Em janeiro deste ano, iniciaram-se os Encontros de Formação em Arte Contemporânea para professores, educadores sociais, jornalistas e público em geral, dando início à interlocução com os conceitos, artistas e obras da exposição A iminência das poéticas. Um novo material educativo está sendo produzido, com tiragem prevista de 15 mil exemplares e distribuição gratuita. A publicação é elaborada pela equipe do Educativo em colaboração com a curadoria da mostra e a equipe de Comunicação da Bienal. Esse é o terceiro material produzido por esta curadoria educacional. O curso a distância para professores de arte do Estado de São Paulo, Tão Perto Tão Longe, também está em sua terceira edição e estará no ar a partir de setembro.

Outra ação de destaque é o curso para educadores da Bienal, estagiários que atenderão o público durante a mostra. Com início em maio de 2012, o curso dará continuidade à formação de 150 estudantes universitários, muitos dos quais já vêm trabalhando com este Educativo desde 2010. Alguns educadores, agora formados, se tornarão supervisores ou educadores profissionais. O Educativo Bienal tem por princípio a formação continuada em todos os níveis de sua equipe.Dando continuidade a suas ações, após a abertura da exposição, o Educativo é responsável pelas visitas orientadas para grupos agendados e público espontâneo, ateliês, programação paralela, que inclui palestras e seminários, performances, exibição de filmes e eventos especiais para famílias. O Educativo tem a preocupação de promover encontros com os mais variados públicos, atendendo a especificidade de cada um. Um programa para grupos de terceira idade, o +60, e ações para pessoas com deficiência, como as visitas em LIBRAS.

Lista de artistas participantes

Absalon, Israel
Alair Gomes, Brasil
Alberto Bitar, Brasil
Alejandro Cesarco, Uruguai
Alexandre da Cunha, Brasil
Alexandre Moreira, Brasil
Alfredo Cortina, Venezuela
Ali Kazma, Turquia
Allan Kaprow, EUA
Ambroise Ngaimoko (Studio 3Z), Angola
Andreas Eriksson, Suécia
Anna Oppermann, Alemanha
Arthur Bispo do Rosário, Brasil
Athanasios Argianas, Grécia/Inglaterra
August Sander, Alemanha
Bas Jan Ader, Holanda
Benet Rossell, Espanha
Bernard Frize, França
Bernardo Ortiz, Colômbia
Bruno Munari, Itália
Cadu, Brasil
Charlotte Posenenske, Alemanha
Christian Vinck, Venezuela
Ciudad Abierta, Chile
Daniel Steegmann, Espanha
Dave Hullfish Bailey, EUA
David Moreno, EUA
Diego Maquieira, Chile
Edi Hirose, Peru
Eduardo Berliner, Brasil
Eduardo Gil, Venezuela
Eduardo Stupía, Argentina
Elaine Reichek, EUA
Erica Baum, EUA
Fernand Deligny, França
Fernanda Gomes, Brasil
f.marquespenteado, Brasil/Portugal
Fernando Ortega, México
Franz Erhard Walther, Alemanha
Franz Mon, Alemanha
Frédéric Bruly Bouabré, Costa do Marfim
Gego, Venezuela
Guy Maddin, Canadá
Hans Eijkelboom, Holanda
Hans-Peter Feldmann, Alemanha
Hayley Tompkins, Inglaterra/Escócia
Helen Mirra, EUA
Hélio Fervenza, Brasil
Horst Ademeit, Alemanha
Hreinn Fridfinnsson, Islândia/Holanda
Hugo Canoilas, Portugal
Ian Hamilton Finlay, Escócia
Icaro Zorbar, Colômbia
Ilene Segalove, EUA
Iñaki Bonillas, México
Ivan Argote & Pauline Bastard, Colômbia
Jerry Martin, Peru
Jiří Kovanda, República Tcheca
John Zurier, EUA
José Arnaud-Bello, México
Juan Iribarren, Venezuela
Juan Luis Martínez, Chile
Juan Nascimiento & Daniela Lovera, Venezuela
Jutta Koether, Alemanha
Katja Strunz, Alemanha 
Kirsten Pieroth, Alemanha
Kriwet, Alemanha
Leandro Tartaglia, Argentina
Lucia Laguna, Brasil
Marcelo Coutinho, Brasil
Marco Fusinato, Austrália
Maryanne Amacher, EUA
Mark Morrisroe, EUA
Martín Legón, Argentina
Meris Angioletti, Itália
Michel Aubry, França
Mobile Radio, Inglaterra/Alemanha
Moris, México
Moyra Davey, Canadá
Nicolás Paris, Colômbia
Nino Cais, Brasil
Nydia Negromonte, Brasil
Odires Mlaszho, Brasil
Olivier Nottellet, França
Pablo Accinelli, Argentina
Pablo Pijnappel, Brasil/Holanda
Patrick Jolley, Irlanda
Paulo Vivacqua, Brasil
Productos Peruanos Para Pensar (PPPP), Peru
Ricardo Basbaum, Brasil
Robert Filliou, França
Robert Smithson, EUA
Roberto Obregón, Venezuela
Rodrigo Braga, Brasil
Runo Lagomarsino , Suécia
Sandra Vásquez de la Horra, Chile
Saul Fletcher, Inglaterra
Savvas Christodoulides, Chipre
Sergei Tcherepnin with Ei Arakawa, EUA
Sheila Hicks, EUA/França
Sigurdur Gudmundsson , Islândia
Simone Forti, EUA
Sofia Borges, Brasil
Tehching Hsieh, Taiwan
Thiago Rocha Pitta, Brasil
Thomas Sipp, França
Tiago Carneiro da Cunha, Brasil
Viola Yesiltaç, Alemanha
Waldemar Cordeiro, Brasil
Xu Bing, China
Yuki Kimura, Japão​

Para mais informações:
bienal@bienal.org.br

No site você também pode ter acesso os arquivos que compõem material educativo da 29ª Bienal de São Paulo. Ele é dirigido a professores de escolas públicas e privadas, educadores de ONGs e líderes comunitários e pode ser trabalhado com adultos, jovens e crianças a partir de seis anos. No caso de crianças entre seis e 14 anos, o adulto que coordenar o trabalho poderá estudar o material previamente e apresentar seus conteúdos com leitura compartilhada. Isso facilitará a aproximação entre a linguagem do material e do grupo que você sendo orientado.

O material é composto de um livreto sobre a 29ª Bienal, trinta fichas sobre artistas, seis fichas sobre os terreiros – espaços de convívio e de reflexão, usados para atividades diversas – que organizam a mostra, seis cartazes de obras relacionadas a cada terreiro, glossário e um jogo (com tabuleiro, peças e instruções).

Clique neste link para ir direto a página e fazer o download do material: http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/Educativo/Paginas/Material-Educativo.aspx

Por Idália Lins

1 Comentário:

Anônimo disse...

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