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quarta-feira, 10 de março de 2010

Takeshi Kitano - Arte Contemporânea Menos 'Esnobe'

Em Paris, Takeshi Kitano revela seus sonhos e ri da arte "esnobe"


Um dos grandes mestres do cinema asiático, o japonês Takeshi Kitano - que começou a pintar depois de um grave acidente de moto -, revela seus sonhos e seu mundo lúdico em uma exposição na Fundação Cartier de Paris, dedicada à arte contemporânea.

Com máquinas fantásticas, objetos insólitos e irreverentes, pinturas e vídeos, esta mostra, que abre as portas ao público nesta quarta-feira, é a primeira da Europa a revelar o cineasta de 63 anos como um artista plástico.

"Quero dar outra visão da arte contemporânea, mostrá-la com uma face menos complicada, mais divertida, menos esnobe", explicou Kitano em entrevista coletiva na Fundação Cartier. "Quero, sobretudo, fazer rir crianças e adultos", acrescentou o artista japonês, condecorado nesta terça-feira com a medalha das Artes e Letras da França.

"Kitano é um mago, um humorista, um artista multifacetado", destacou o diretor da Fundação Cartier, Heré Chandès. "Mas até agora, na Europa, só é conhecido por seu cinema".

"Foi por isso que, há cinco anos, tivemos a ideia de organizar uma exposição que revelasse Kitano como um artista visual", disse o encarregado deste centro de arte contemporânea.

Conhecido também sob o nome de Beat Takeshi e famoso em seu país, não só pelos trabalhos como ator e cineasta - que lhe renderam prêmios em festivais internacionais de cinema, como o de Veneza -, mas também por seus divertidos programas de televisão, Kitano revela na exposição seu lado lúdico, nostálgico, da infância.

"Eu sempre mantive algo de menino. É assim que sou feliz", disse. "E esta exposição é para divertir crianças e adultos", acrescentou o artista, lembrando que foi após o acidente de moto que decidiu dedicar mais tempo à pintura, à poesia e à matemática, uma de suas grandes paixões.

Perguntado, durante a coletiva, sobre os artistas que influenciaram sua pintura, Kitano disse, com seu humor habitual, que a maior influência tinha sido do pai, que gostava de usar pincéis grossos.

Talvez por este motivo, o título da exposição, aberta até 12 de setembro, seja "Gosse de Peintre" (Filho de Pintor).

Ao mesmo tempo em que a Fundação Cartier apresenta o Kitano pintor, o Centro Pompidou dedica a ele uma retrospectiva de seus filmes. Além disso, acaba de ser publicada na França uma autobiografia intitulada "Kitano por Kitano", escrita a quatro mãos com o jornalista francês Michel Temman.

Além disso, seu filme, "Aquiles e a Tartaruga" (2008), sequência de "Takeshi's" (2005) e "Glória ao Cineasta!" (2007), que conta a vida de um artista incompreendido, frustrado e infeliz, estreia nesta quarta-feira nas salas de cinema francesas.

Mas esta trilogia dedicada ao "suicídio artístico" não parece refletir Kitano, que não deixou de rir e se divertir durante a coletiva.


Disponível em : http://cinema.uol.com.br/ultnot/afp/2010/03/09/em-paris-takeshi-kitano-revela-seus-sonhos-e-ri-da-arte-esnobe.jhtm#



Karlene Braga

1 Comentário:

Quim disse...

Oi, Karlene,
Adorei conhecer a história de Takeshi. Mas vc me deixou curioso!
Vc já assistiu aos filmes? Como são?
Quero assistí-los. Sabe se já foram lançados no Brasil?
Abs,
QUIM Alcantara
Artista Plástico Contemporâneo - Pintura, Design

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