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Ponto e linha 03 - com atraso




A arte Andruchakiana
Por Claudia Maldonado.
Visite http://andruchak.multiply.com.

O artista Marcos Andruchak está revolucionando a cidade, começando pelo campus da UFRN. Fala-se que as cores são vibrantes, mas a assinatura é muito grande! Fala-se. E porque será que tamanha criatura, de excelente trato, esta no centro das atenções neste momento? O que mais incomoda é o que ele faz ou quem ele é? Ou serão as duas coisas? Certo é que contra fatos não há verborragia que se sustente. Para os que ficam de blá blá blá e não produzem NADA sugiro: façam alguma coisa correndo para justificar sua teoria, mesmo que seja uma receita da Senhora Ana Maria Braga! E como eu vejo tudo isso:
O LOCAL
Sejam Locais públicos e/ou privados cabem no projeto de dialogar com as pessoas através da arte.
O TRAÇO
Picasso, Mondrian, Braque, Romero Brito, Adonias Filho. È parecido, lembra, mas não é igual. É comercial porque se vende e se compra; acadêmico porque é um estilo embasado em estudos e pesquisas. O desenho estilizado se comunica com quem aprendeu a ver certinho. Na obra, sua verdadeira identidade.
O TEMA
O tema é o começo para a arte de dizer com carvão e tinta! A mente que planeja o desenho converte a idéia em andruchakês! São signos do cotidiano da aldeia onde está inserida. São obras próximas da alegria e da felicidade que falam de coisas simples, onde eu me reconheço ou conheço de algum lugar. Fala de coisas que eu sei, fala a minha língua. O fazer é movido pelo desejo de ser compreendido com um acabamento impecável!
A PINTURA
As cores fortes parecem dançar com o artista e saltam dos muros nas vias públicas para contagiar as pessoas. Cor como sinônima de vida capturada pelo olhar. Um bem para a alma.
Paulo Freire dizia que o ensino deveria conter elementos da aldeia do aluno para facilitar seu aprendizado. Mestre Andruchak contextualiza o ensinamento com o pincel.
O TAMANHO
O tamanho faz jus a um artista brasileiro que pinta grandes obras dando a dimensão exata do seu talento: tão grande quanto este país! Somos parte dessa obra que embeleza a cidade e sinaliza: arte da mais alta categoria!
A ASSINATURA
È preciso procurar para saber a quem de direito faremos o elogio.

Ponto e linha

Sempre admirável, Ulisses Leopoldo está expondo suas marchetarias no SESC-Restaurante, até dia 31. A visitação deve ser feita das 9 às 17 horas. Imperdível.

Veja na Galeria Newton Navarro da Capitania das Artes duas exposições fotográficas: Véu das Cidades/Vel-O-Cidades, de Ana Paula Pimenta e Cores do Mundo, do fotógrafo Ricardo Chrisóstomo.

No próximo dia 30, a artista Evelyn Gumiel fará vernissage de sua mostra Cores em Movimento, no Restaurante Calígula. Lá pras 21 horas.

Um muito conhecido (por lá) e “beloved” painel de Keith Haring, pintado em uma enorme parede na Rua Bowery, em Nova York, foi coberto por um novo, pintado pelos Os Gêmeos, dupla de irmãos brasileiros, novos queridinhos da pintura (eu escrevi p-i-n-t-u-r-a) contemporânea internacional. Não sei se a propósito, Os Gêmeos dedicaram seu trabalho ao artista Dash Snow, falecido há pouco por dosagem excessiva de drogas. É que o Haring foi um dos primeiros famosos (anos oitenta) a morrerem em conseqüência da AIDS. Esta nota é só um mote para o que devo escrever a seguir. Aguarde.

Veja imagens de gravuras de Debret ou Hans Staden, em resolução razoável, em www.brasiliana.usp.br. Trata-se de um site que disponibiliza livros da biblioteca Midlin, uma das maiores já compostas no Brasil.

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