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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vende-se Portinari por uma pechincha

Louvável a idéia de aumentar a renda do museu. Em tempos de crise, foi uma solução bastante criativa. Mas para efeito de arte, não passa de uma cópia autenticada!


Sexta-Feira, 26 de Junho de 2009

Cópias de telas, com certificado de autenticidade, custam até R$ 600

Brás Henrique, RIBEIRÃO PRETO


Além de ver as obras originais do pintor Cândido Portinari em museus ou exposições, qualquer pessoa poderá ter, na parede de sua casa, uma réplica em canva (tecido de tela) com qualidade, selo holográfico para evitar falsificações e certificado de autenticidade emitida por João Cândido Portinari, filho e herdeiro universal do artista. Agora é possível fazer a decoração da casa e até escolher o tamanho do quadro (40 cm, 60 cm ou 1 metro), já emoldurado e por um preço modesto, de acordo com o orçamento pessoal: entre R$ 50 e R$ 600.

A compra pode ser feita pela internet, em lojas de decorações e galerias de arte e, desde os últimos dias, no Museu Casa de Portinari, em Brodowski, na região de Ribeirão Preto, onde nasceu o pintor.

"Essa era uma reivindicação dos visitantes há muito tempo", diz a diretora do Museu de Brodowski, Angelica Fabbri. Ali, cerca de 50 cópias (O Lavrador de Café, Os Retirantes e Guerra, Paz, entre outras) do pintor podem ser adquiridas na hora - 20% do valor é destinado à manutenção da própria instituição. Isso é possível desde janeiro, com o licenciamento das obras do pintor pela Recriar, empresa de Curitiba, que usa uma técnica inédita no Brasil, denominada Reprografia Certificada Recriar (RCR).

"Não é um pôster, é uma reprodução sobre tela, não requer o vidro, e a obra fica no chassi, para a aplicação de moldura", comenta o proprietário da Recriar, João Rezende. A empresa desenvolveu um material especial para receber a tinta, com parceiros americanos e chineses.

Com o desenvolvimento desse material foi possível baratear o custo (com tela e tinta) de R$ 400/m² para cerca de R$ 60/m². "Isso tornou o projeto viável, com imagens em alta definição, ecológico, com tintas à base de água, além de um efeito visual semelhante ao original, sem tirar o valor e a referência da obra original do artista", afirma Rezende. As encomendas, com prazo de até 20 dias para entrega e frete à parte, podem ser feitas no site www.recriararte.com.br, que tem 200 obras (de um total de mais de 5 mil do pintor) catalogadas de Portinari. Conforme as demais obras forem tratadas, digitalizadas e tiverem as cores aferidas por João Cândido, também estarão disponíveis ao público.

AZUL

Já foram vendidas mais de 500 reprografias desde o início do projeto (30% pela internet). "Os controles de qualidade e fidelidade do João Cândido são muito rigorosos", destaca Rezende. A Recriar, que atua desde 2005, demorou três meses para chegar ao azul Portinari.

João Cândido está eufórico, pois, desde o início do Projeto Portinari, há cerca de 30 anos, esperava que as obras do pai chegassem aos olhos do povo que o artista tanto pintou. "Antonio Callado, biógrafo de Portinari, dizia que 95% das obras dele estavam segregadas em coleções particulares, em salas de bancos, e que aos poucos iam se tornando invisíveis", lembra ele. Rezende emenda que a técnica reprográfica permitirá ainda exposições simultâneas em vários locais, ao custo de cerca de R$ 50 mil (com 20 obras, painéis, montagem), sem riscos aos originais. Em Vitória (ES), recentemente, as 25 réplicas expostas foram vendidas.


Disponível em : http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090626/not_imp393350,0.php


Karlene Braga

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