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Fala séria




Já exalando algo do Plano de Gestão Cultural, lançado na semana passada pela Fundação Capitania das Artes, começou nesta terça-feira, dia 31, o projeto Fala sério!, tendo o artista Artur Souza como palestrante. A propósito, há alguns pontos a ressaltar.
Primeiro: quando li o nome do projeto, (lá venho eu, de novo, com os problemas nominais!), pensei logo que não seria algo realmente sério. Ora, a expressão “fala sério”, popularíssima, de Norte a Sul deste Brasil, é usada para interpelar alguém em cuja fala não se dispõe muita fé... Por outro lado, o imperativo parece indicar que artistas não falam a sério e que se está ordenando que o façam. Então, não poderia ser Fala séria? Mas isto, mesmo sendo importante, não vem muito ao caso.
Segundo: apesar de exíguo, o discurso (bem sério) de Artur Souza foi feito para uma numericamente razoável platéia, mas, como ao gosto da praça, bem impontual. O artista conduziu um contraponto entre as realidades dos cursos de arte na Universidade do Porto, bacharelados, e na nossa UFRN, licenciatura. Para ele, o perfil de formador do professor de arte assumido pelo nosso curso implica prejuízo para a formação artística, digamos integral, do aluno. Em complemento, comparações também foram feitas em termos de mercado de arte, claramente mais dinâmico na situação européia, mesmo num país mais provinciano como Portugal. Ao fim, tendo ainda motivado um animado, porém curtíssimo debate, pode-se dizer que a participação de Artur abriu decentemente o Projeto, não obstante ele não ter exibido imagens de sua produção em gravura na cidade do Porto, esta que será objeto de uma exposição a ser agendada ainda neste primeiro semestre.
Terceiro: uma vez tendo sido anunciado, neste DN (27.03), que a “sociedade em geral poderia dispor de um exemplar” do Plano de Gestão Cultural, senti falta da distribuição de tal documento entre os presentes.
Quarto e último, por enquanto: o Projeto tem continuidade na próxima terça, dia 7, com a participação do artista Anchieta Rolim. O local deverá ser a Capitania, 18 horas.

Ponto e linha

A Capitania das Artes faz hoje, às 18 horas, a abertura da exposição A industrialização do Santo Cristo, do artista plástico Anchieta Rolim. A mostra compõe-se de desenhos que procuram discutir a frieza com que se comercializa a imagem de Cristo. Fica em exibição até o dia 21.

Continua até o dia 17 a exposição Dorian Gray: o operário que ama. Aberta na sexta-feira no Natal Shopping, esta mostra tem curadoria de Vicente Vitoriano, numa promoção do SESC-RN.

O NAC/UFRN tem inscrições abertas para dois cursos de técnicas artísticas. O primeiro, Pintando com lápis de cor, tem a artista Sigrid Hulting como professora e funcionará às terças-feiras, de 7 de abril a 19 de maio. O segundo se compõe de oficinas de técnicas mistas, ministradas pelo artista e professor Isaías Ribeiro, com aulas às sextas-feiras, de 17 de abril a 29 de maio. O dois cursos têm o horário das 9 às 12 horas, no Atelier do NAC/UFRN. Faça sua inscrição na secretaria do NAC, das 8:30 às 11 horas. Poucas vagas. Informações 3215 3237.

Foi lançado o edital do NAC/UFRN para seleção de propostas de exposições para a Galeria Conviv’art em 2009. Leia o edital em www.nac.ufrn.br.

Sofia Porto e um coletivo de 11 artistas, todos alunos do CLAV/UFRN, tiveram projetos selecionados para exposições na Capitania das Artes em 2009.

Vicente Vitoriano

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