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I BIENAL DE ARTES DO SESQUICENTENÁRIO - UM SONHO E SEUS SONHOS


No dia 31 de outubro de 2008 tive o prazer de visitar a Bienal de Artes do Centro Estadual Experimental de Ensino e Aprendizagem Sesquicentenário (CEEEAS)/PB.

Inicialmente, como aluna de Artes Visuais, fui pela curiosidade de ver como uma escola pode trabalhar com a Arte de forma multidisciplinar, mas algo em particular chamou a minha atenção. Foi a instalação "Em vivo contato com os sonhos". A forma como essa instalação foi organizada, fazendo-me "esbarrar" nos sonhos dos outros, fez-me rever os meus próprios sonhos.

Igualmente ao Professor Erinaldo Nascimento e à aluna Karlene Braga, também fotografei alguns sonhos e esse NOVO OLHAR levou-me a fazer duas observações:

A - Na música Prelúdio, de Raul Seixas, é afirmado: "Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". Isso eu pude ver concretizado na realização da Bienal. O sonho de um envolveu os sonhos dos outros e, juntos, conseguiram realizar os três dias de atividades artísticas do Sesquicentenário;

B - é interessante observar em quais planos estão os sonhos dos alunos, dos professores e da comunidade que faz o Sesquicentenário (humanitário, afetivo, profissional etc.).


Levantei esses dois pontos porque, respectivamente:


A - Como faço o curso de Licenciatura em Artes Visuais foi interessante verificar que o compromisso com a educação não deve ser a bandeira de uma única pessoa. Para que ela possa acontecer de forma plena é necessário uma união de esforços. O sucesso da Bienal de Artes aconteceu porque houve um envolvimento da comunidade que faz o Centro Experimental;


B - Enquanto futura professora de Artes Visuais, vejo como é importante considerar todas as vivências da comunidade escolar. Refletir sobre elas é uma forma de ser sensível à conteúdos que poderão ser trabalhados em sala de aula, mas com um outro olhar - o da Arte.


"A virtuosidade e o espírito de ser professor talvez possa ser percebida quando
ampliamos os espaços de nossa sala de aula e procuramos trabalhar não só com os conteúdos programáticos, mas com os significados e representações que construímos para ele.Procurar conhecer esses significados, mesmo sabendo que nem todos serão explicados, perceber em que bases foram construídos, e talvez até mesmo desconstruí-los, para poder avançar, é um movimento que se faz presente em nossas salas de aula [...]"¹.




A proposta da I Bienal de Artes do Sesquicentenário e as fotos da instalação "Em vivo contato com os sonhos", que estão sendo postadas aqui no blog, são elementos que podem nos ajudar a rever a nossa postura enquanto professores de Artes Visuais.

1. FURLANETTO, Ecleide C. Alquimia de ser professor. In: RELAÇÕES do ensinar. São Paulo: Paulus, 2004. p. 5-9.



Sandra Valéria

Aluna do Curso de Licenciaturaem Artes Visuais/UFPB.

Comentários

Anônimo disse…
Oi, Sandra,

seu comentário me emocionou. Parabéns!!!

Abraços,

Erinaldo

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