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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Artista dos EUA usa Bob Esponja em instalação sobre “tortura”


O personagem de desenho animado Bob Esponja está sendo usado como parte de uma instalação artística de protesto contra o uso da técnica de simulação de afogamento, apontada por grupos de defesa dos direitos humanos como uma forma de tortura.

Artista norte-americano utilizou personagem Bob Esponja em instalação sobre “tortura”
A instalação Water-boarding Thrill Ride (ou “Passeio Emocionante da Técnica de Simulação de Afogamento”, em tradução livre), do artista Steve Powers, foi colocada em um parque de diversões de Coney Island, em Nova York.
Uma placa do lado de fora mostra Bob Esponja dizendo “It Don’t Gitmo Better!” –um trocadilho em inglês fazendo referência à frase “It don’t get much better” (”não fica melhor”, em tradução livre) e o centro de detenção americano da Baía de Guantánamo, em Cuba (apelidado de “Gitmo” nos Estados Unidos)– enquanto outro personagem do desenho despeja água sobre ele.
Por US$ 1, o visitante pode olhar por uma janela com grades para uma encenação, com robôs, de um interrogatório que simula as técnicas que seriam usadas em Guantánamo.
Nele, um robô de capuz, com a forma de uma pessoa, se inclina sobre um outro, vestido com um macacão laranja, com o rosto coberto com uma toalha e o corpo amarrado a uma superfície plana e inclinada.
As luzes se acendem e a água é despejada sobre o nariz e a boca da figura vestindo o macacão, o que gera nela convulsões de 15 segundos.
O governo dos Estados Unidos admitiu usar esta técnica de interrogatório em suspeitos de terrorismo e não a considera uma técnica de tortura.
Provocação

O artista Steve Powers afirmou que o objetivo é provocar e levar as pessoas a pensarem a respeito da técnica de interrogatório.
“A técnica de simulação de afogamento com robôs se transformou em uma forma de explorar a questão sem machucar ninguém”, disse Powers ao jornal “The New York Times”.
“(O objetivo) É apresentar uma experiência única. E não é preciso um grande salto da imaginação para olhar lá e dizer: ‘É isto mesmo que está acontecendo? É loucura’”, acrescentou.
Carolyn Rice, uma visitante do parque de Coney Island, achou a instalação curiosa.
“Acho que é educacional, pois todos ouvem a respeito da técnica de simulação de afogamento, mas ninguém sabe o que é”, disse ela ao “The New York Times”.
Dave Winters, um veterano da marinha americana, afirmou que a instalação reafirmou sua crença nesta técnica de interrogatório.
“Acho que é uma boa idéia. Tenho mais certeza a respeito disto depois que vi (a instalação)”, afirmou o veterano ao jornal.
(Fonte: da BBC Brasil)
(Erinaldo Alves)

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