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Super-heróis brasileiros: o menino caranguejo


Um herói de garra

O Menino Caranguejo, agora nas páginas de “AN”, revela um pouco da sua rotina, da relação com os amigos e a natureza e do mistério de seu poder
No início da entrevista, o adolescente de 16 anos estava um pouco tímido. “Muita atenção tem sido dedicada aos meus atos nos últimos tempos”, justificou o personagem joinvilense Menino Caranguejo. Afinal, agora ele é uma pessoa pública, não só um super-herói. A casa do garoto ultrapassou o âmbito dos mangues, seu habitat, para ganhar as páginas do jornal “A Notícia”. Dividindo o espaço de tirinhas com Cão Tarado, Hagar e Brabos Comics, o Menino Caranguejo tem revelado seus pensamentos nos quadrinhos. Durante o papo, a timidez se foi e ele até arriscou fazer algumas piadas.
Simpático, sensível e impaciente. É assim que o garoto do signo de Câncer se define. As duas primeiras características são visíveis. Já a impaciência não é algo evidente em sua personalidade. Com movimentos calmos e fala tranqüila, sua ansiedade se confunde com alegria. De estatura mediana, pele clara e cabelos escuros, Caranguejo passaria despercebido na multidão, não fosse a garra que carrega na mão esquerda - encontrada tempos atrás nos mangues. Mas nem o rapaz faz questão de ser alguém comum. Com sua garra de caranguejo ele possui poderes extras para salvar a natureza da devastação. “Minha força está justamente na garra, pois é ela que me auxilia na luta para preservar o meio ambiente. Posso pular, lutar e proteger os seres da natureza”, conta.
No dia-a-dia, o Menino Caranguejo ajuda quem se perde pela mata, impede que caçadores matem animais silvestres e ajuda na luta contra o lixo jogado nos mangues. “Minha força está no contato com o ambiente em que vivo”, revela. “Sinto muitas coisas que antes não compreendia. Cada árvore derrubada, cada animal que sofre reflete nos meus sonhos e em meus sentidos. Gosto de correr pelo mangue e saltar entre as árvores. Estou a cada dia descobrindo como controlar meus poderes”, conta.
Questionado sobre momentos marcantes de sua vida, Caranguejo salienta os maus bocados que viveu com um historiador há algum tempo. “Ele achou uma adaga de portugueses enterrada há tempo. O cara me levou para o centro de uma cidade e me senti muito mal, minha força estava sumindo. Fui salvo por um biólogo e o policial florestal”, lembra.
Logo ele desconversa, pois o rapaz prefere falar de coisas boas, como seus amigos. “Meus melhores amigos são o Tran e a Eva, são as pessoas em quem posso confiar, e o Caranga, que é um caranguejo bem doido”, conta, rindo, referindo-se ao seu bichinho de estimação. “Quando eu era criança, adorava brincar e me divertir na escola com eles, catava caranguejo para ajudar na renda em casa. O Caranga sempre me deu trabalho para capturá-lo, mas nos tornamos grandes amigos.”
E o que será que ele anda planejando? “Quero descobrir como controlar a energia que sinto desde que encontrei a garra. Quero viver em paz no mangue, rezo para que as pessoas tenham consciência de preservar. Que todo esse lixo jogado acaba mudando o ambiente e não está sendo para melhor”, diz.
Para ele, o importante é respeitar e valorizar o meio ambiente em que vivemos, seja a floresta, o mangue ou a nossa casa. “Aprendi muita coisa. Tenho um grande respeito e amizade pelos meus amigos, por minha escola e minha professora.” Você pode conhecer mais sobre o Menino Caranguejo acompanhando as tirinhas - de segunda a sábado no “Anexo” e aos domingos no “Anexo Mais”.
Fonte: http://meninocaranguejo.com/blog (Erinaldo Alves)

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