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Mostrando postagens de julho 26, 2007

Persistência do jesuitismo no presente: concepção de arte

Missionário ensinando pequenos índios a cantar, óleo de H. Bernadelli - Fonte www.pick-upau.org.br/expedicoes/bandeirantes/... Dentre as suposições jesuíticas, no presente, realço a noção de que a arte é dispensável no currículo escolar, ocupando uma posição subalterna em relação aos outros saberes, inclusive, os considerados artísticos (literatura). Os jesuítas consideravam as “artes literárias” como matriz de um raciocínio reto. O estudo da língua materna e do latim era mais importante que a atuação nas artes e ofícios porque, além de reforçar a catequização, desencadeava a contemplação dos clérigos. Tratava-se da apropriação de um raciocínio, de matriz aristotélica, que transpunha a contemplação, ápice da ação filosófica, como principal atributo da santificação. As artes, como a pintura e a escultura, conviviam com o prestígio que as atividades liberais gozavam e com a mesma subordinação destinada aos ofícios mecânicos, os quais, no conjunto, serviam à catequese e à literatura esco...

A persistência do jesuitismo no presente: concepção de infância

Imagens divulgadas em: www.escolavesper.com.br/ouro_preto.htm garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_08.html www.suzeteventurelli.ida.unb.br/.../secao3.htm Concepção de Infância no jesuitismo Valorização da vida espiritual em detrimento da carnal, com protótipos de crianças em conformidade com a etnia e condição sócio-econômica. As crianças se diferenciavam, sobretudo, pela condição econômica e política. Para cada infância correspondia um programa educacional e uma visão de catequese específica. Para a infância da corte e da aristocracia, o ensino da arte era obrigatório no currículo. Para a infância da classe média (filhos dos senhores de engenho), a arte era dispensável. Para a infância pobre e indígena o ensino das artes e ofícios era uma opção para os menos inteligentes. Ainda hoje crianças são vistas como anjos. As infâncias pobres eram projetadas para atenderem à manufatura; a infância de classe média, à manutenção da ordem social; a infância do príncipe, para administrar e usufr...