A exposição de Rolim, “A industrialização do Santo Cristo”, em cartaz até dia 21, na Capitania das Artes, é algo a ser conferido. Desenvolvidas a partir de uma matriz construtiva, as séries de desenhos a nanquim sobre cartão estabelecem um interessante equilíbrio entre figuração e abstração. O esforço figurativo, com base na construção geométrica a instrumentos, remete à noção primordial que levou Picasso e Braque a desenvolverem o cubismo, tendo declarações de Cézanne como fios condutores. É verdade que Rolim, não obstante o obsessivo exercício de elaboração da mostra – ele desenvolveu centenas de desenhos dos quais foram selecionados trinta, mostra uma ingenuidade figurativa que certamente não se encontra no trabalho dos pais do cubismo, mesmo que eles quisessem. Tal ingenuidade não compromete a obra, porém, dado que a variedade de achados formais, compositivos em particular, surpreende a cada desenho. Por outro lado, certas peças articulam soluções maduras, como na série “Processo i...