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Mostrando postagens de março 20, 2009

ainda os clichês

Na última semana tentei alinhavar uma discussão em torno do uso, nem sempre coerente ou mesmo apropriado, de metáforas para nomear obras de arte ou exposições. Em geral, estas metáforas que, na verdade, repercutem uma prática acadêmica, soam como pretensões poéticas ou titubeiam na apropriação de termos emprestados das ciências exatas e naturais. Continuando a discussão, quero afirmar que não sou exatamente contra o uso destas expressões. Sou contra a sua insuficiência teórica ou a falta de solidez na sua relação com aquilo a que está querendo se referir, falhas que decorrem da superficialidade com que artistas e críticos tratam formulações teóricas nem sempre muito fáceis de assimilar. Com a crise do formalismo crítico, dada em função das mutações sofridas pelas artes visuais na sua passagem para o atual estágio de contemporaneidade, a crítica de arte viu-se forçada a lançar mãos de instrumentais alheios ao universo artístico. Assim, passou a ampliar abordagens lingüísticas, psicanalí...