DUAS PINTURAS analisadas no livro: A pompeiana, de João Zeferino da Costa (1876): “Com sua rebuscada prosa de dândi simbolista, Gonzaga Duque chama a mulher retratada no quadro de rameira ordinária, de representante do baixo meretrício. (…) A incontinência verbal do crítico lembra o moralismo com o qual vozes na imprensa francesa massacraram o quadro Olympia, de Edouard Manet, em 1865. As acusações eram as mesmas: ela era evidentemente uma prostituta e, ainda por cima, estava pintada de forma desagradável. ”Giuventù, de Eliseu Visconti (1898): “Giuventù é um dos quadros mais intrigantes da história da arte pátria. Guardadas as devidas proporções, poderia ser definido como uma espécie de La Gioconda brasileira. (…) No ar de mistério que emana do enigmático dedinho no queixo da moçoila de Visconti e do levíssimo esboço de sorriso em sua pequena boca bem pintada, há um ponto de contato inegável. (…) Muita pretensão da parte dele?“ Com exceção de meia dúzia de nomes óbvios, o desconhecime...