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Outros Critérios de Leo Steinberg

De: http://blog.estudoshumeanos.com/outros-criterios/
Outros Critérios de Leo Steinberg


Este livro traz contribuições para a teoria da arte, mas também traz excelentes indicações para os estudiosos de filosofia da linguagem. Steinberg formula a disposição conceitual de aprofundamento do gosto em elementos artísticos não-formais e explica como essa forma de experiência pode ser atingida. A distinção entre teoria e filosofia quando não é explícita beneficia os dois campos, que se fundem, o mesmo pode ser dito para a teoria e filosofia política, cabe aprender com Steinberg.

Os treze ensaios do crítico nova-iorquino Leo Steinberg reunidos em Outros critérios, escritos entre 1955 e 1972, e prefaciados pelo autor especialmente para esta edição, trazem uma contribuição singular aos estudos sobre arte moderna e contemporânea.
Um dos renovadores da crítica de arte, Steinberg mistura a visão do scholar à do crítico militante, em uma vibrante vocação interpretativa. Com uma leitura crítica – ou autocrítica -, vinculada aos problemas da história da arte moderna, ele estabelece o que seria a tarefa histórica da crítica, do meio do convívio com as obras.
Assim, sempre acompanhando a instabilidade dos eventos, o autor busca elaborar as diferenças entre a arte moderna européia e a arte americana do pós-guerra, de Rodin a Johns, além de dedicar três brilhantes ensaios à obra de Picasso, em edição totalmente ilustrada pelas obras por ele analisadas.

Leo Steinberg


Nascido em Moscou em 1920, Leo Steinberg passou a infância em Berlim
(1923-33) e depois mudou-se para Londres, onde estudou na Slade School, entre 1936 e 1940. Após a Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se em Nova York. Estudou história da arte no Institute of Fine Arts, Universidade de Nova York, defendendo doutorado em 1960 com uma tese sobre o arquiteto barroco Borromini. Lecionou história da arte na Universidade da Cidade de Nova York (1962-75) e na Universidade da Pensilvânia (1975-91), onde atualmente é professor. Publicou e proferiu inúmeras palestras sobre o Renascimento, o barroco e a arte do século XX, incluindo estudos sobre Filippo Lippi, Mantegna, Michelangelo, Pontormo, Guercino, Rembrandt, Jan Steen, Velázquez, além de Picasso, Jasper Johns e Robert Rauschenberg.

Tamanho é o reconhecimento alcançado por ele que o romancista Tom Wolfe, em seu polêmico livro The painted word (1975), sobre o universo das artes plásticas, sustentava que, mais do que prestigiados pintores como Jackson Pollock, Willem de Kooning e Jasper Johns, os nomes que realmente contavam nesse meio eram os de Clement Greenberg, Harold Rosenberg e Leo Steinberg. Esses críticos, que Wolfe ironicamente tratava como “os peixes grandes”, eram os sujeitos mais influentes das artes plásticas. Eram e continuaram. Aos 88 anos, Steinberg, o único deles ainda vivo, é considerado um farol do pensamento crítico contemporâneo. Pensador reputado em temas como o Renascimento na Itália e o Expressionismo Abstrato norte-americano, distantes 500 anos historicamente, o ensaísta sempre se notabilizou pela originalidade de seus textos, que lhe valeram prêmios importantes e postos nas principais universidades americanas.

Postado por: Flávia Pedrosa Vasconcelos

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